6 de jul de 2016

Sem agência do Banco do Brasil, moradores de Irará viajam 14 km para atendimento

Redação Portal Cleriston Silva PCS

São 36 explosões de agências em toda a Bahia desde o mês de janeiro, segundo o Sindicato dos Bancários. Em boa parte dos casos, as ações criminosas acontecem durante a madrugada e os suspeitos sempre se organizam em grupo, geralmente formado por cerca de 10 homens. Depois da fuga, os prejuízos ficam para todos. Com as cerca de 30 mil pessoas que moram em Irará, a 72 quilômetros de Serrinha, não foi diferente.

A ação ousada de uma quadrilha de assaltantes aconteceu na madrugada de uma quarta-feira, 6 de abril. Um grupo com mais de 10 integrantes armados com fuzis cercou a sede da 97ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e explodiram duas agências bancárias da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos se dividiram em grupos e agiu de forma simultânea - toda a ação durou cerca de 30 minutos. Eles conseguiram explodir os caixas eletrônicos das agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. O grupo ainda tentou violar os terminais de autoatendimento de uma unidade do Bradesco.

Quatro meses após o atentado, a agência do Banco do Brasil continua fechada. Enquanto isso, os clientes da empresa estatal se deslocam até Santanópolis, a cerca de 14 quilômetros, para fazer suas transações. A Caixa Econômica Federal e o Bradesco já voltaram às suas atividades normais.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) diz que o número de ataques a bancos no Estado em relação a 2015 foi reduzido. Segundo números levantados pelo próprio órgão, somados as tentativas aos assaltos consumados, são 80 casos a menos em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 59%. Além das explosões, a secretaria contabiliza também os assaltos e tentativas.

Para o secretário Maurício Barbosa, os números refletem o esforço das polícias e o investimento feito pelo Governo do Estado para inibir este delito. “A criação do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) foi fundamental para que as investigações às quadrilhas especializadas fossem aprofundadas, resultando na identificação e prisão dos integrantes e na consequente desarticulação dessas organizações criminosas”.

O coordenador da força-tarefa criada pelo órgão, major Marcelo Barreto, frisa que o planejamento estratégico e a troca de informações entre agências de inteligência das polícias Militar, Civil e Federal para a identificação das quadrilhas são importantes. “O trabalho integrado é essencial para se chegar à prisão destes bandidos”.

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