7 de jul de 2016

Com preço alto, roubo de cargas de feijão preocupa produtores no interior da Bahia

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O feijão está tão valioso que pela primeira vez, mil sacas do grão foram roubadas em uma fazenda na cidade de Barreiras, município localizado no Oeste da Bahia. A carga que equivale a 60 toneladas precisou de três caminhões para ser transportada, segundo informações da Polícia Militar.

O crime, ocorrido na madrugada do último domingo, preocupa produtores da região. Eles aguardam, desde o fim de junho, uma resposta ao pedido de audiência com o governador Rui Costa para cobrar mais segurança. A Associação dos Produtores e Irrigantes da Bahia (Aiba) estima que a carga roubada signifique uma perda de R$ 520 mil.

“Nós nunca havíamos imaginado que isso pudesse acontecer. É um problema sério e estamos aguardando o retorno do governador. O feijão está valorizado, com um preço em alta e por isso está sendo até roubado. Precisamos de um policiamento mais ostensivo na região”, diz o presidente da entidade, Júlio Busato, que chama atenção também para os roubos nas fazendas de soja.

De maio para cá, a associação tem conhecimento de pelo menos cinco casos de roubo de soja. “O bandido chega na fazenda, aprisiona as pessoas que estão lá e isso começa a gerar um outro problema que é a falta de gente querendo trabalhar nas fazendas que são bem distantes da cidade”, pontua Busato. Segundo informações da polícia, até o momento, ninguém ainda foi preso pelo roubo e nem a carga foi recuperada.

Segundo informações da Delegacia de Riachão das Neves, onde a ocorrência foi registrada na terça-feira, o roubo aconteceu na Fazenda São João 2, localizada no Anel da Soja no município de Barreiras. Segundo o subtenente das Guarnições da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Cerrado), que atendeu à denúncia, Uendson Rodrigues, cinco suspeitos chegaram armados na fazenda por volta das 18h, da tarde de domingo, quando renderam o caseiro e a esposa. “Pelo valor que o feijão está, é público e notório que isso desperta a criminalidade para este tipo de roubo”, analisa Uendson.

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