17 de mar de 2014

Polícia Federal já encontrou oito tipos de novas drogas no Brasil este ano

Redação Portal Clériston Silva PCS 

Um composto feito em laboratório com aparência de maconha, mas 100 vezes mais potente que a droga natural, tem entrado no Brasil de forma disfarçada para enganar a fiscalização. O material é um dos oito tipos de drogas que eram totalmente desconhecidas pelas autoridades brasileiras e foram identificadas pela Polícia Federal, em Brasília, este ano.

De acordo com o perito criminal federal, João Carlos Ambrósio, as substâncias analisadas são produzidas principalmente na China e sudeste asiático e são enviadas para a Europa, onde se produz o material que é colocado à venda, sobretudo na internet.

A polícia diz que os traficantes usam diversas substâncias que imitam a maconha e as misturam com ervas como açafrão e erva doce. O material é conhecido nas ruas e na internet por nomes como: 'Hi5', 'incenso do mal' e o mais comum, 'spice', pimenta em inglês. Os efeitos da droga são parecidos com os da maconha e podem trazer danos à saúde. “Provocam relaxamento, euforia e podem estar associados também a alguns efeitos adversos, como o desenvolvimento de taquicardia, hipertensão e eventualmente manifestações paranoides e até psicóticas em algumas pessoas mais suscetíveis”, afirmou ao Fantástico o toxicologista Rafael Linden.

Segundo a Polícia Federal, o consumo de drogas sintéticas aumenta no país por causa da própria dinâmica do tráfico, já que se o controle aumenta, os responsáveis pelo comércio encontram outras formas de comercializar substâncias ilícitas e, entre elas, está a droga sintética. Mundialmente, já foram identificadas mais de 600 variações do tipo de maconha sintetizada em laboratório.

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