30 de mar de 2015

Serrinha: Dois homens são condenados por violência doméstica seguida de morte

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Antônio da Silva foi condenado a mais de 20 de prisão
Dois júris realizados em Serrinha, dentro da Campanha Justiça pela Paz em Casa, do Supremo Tribunal Federal (STF), com adesão do Tribunal de Justiça da Bahia, condenou dois homens por violência doméstica. A juíza Lisiane Sousa Alves Duarte presidiu os júris.

O primeiro, foi realizado no dia 13 deste mês e terminou com a condenação do réu Antônio Cardoso da Silva a 20 anos e seis meses, pelo assassinato da ex-companheira na presença do filho da vítima, de apenas 6 anos de idade [relembre o caso].

No segundo julgamento, dia 26, o conselho de sentença condenou Gilberto Rodrigues de Queiroz a 24 anos de prisão, pelo assassinato premeditado da ex-esposa, Acácia Queiroz e Queiroz, que deixou órfãos dois filhos, de 6 e 13 anos. Os dois crimes aconteceram em 2014 e 2010, respectivamente.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), nas sessões, salientou que se o crime fosse mais recente, seria enquadrado como feminicídio e defendeu que tal fato deveria ser considerado pelo juiz na aplicação da pena.

Gilberto de Queiroz foi condenado a 24 anos de prisão
Uma das vítimas, Acácia Queiroz era integrante do Conselho Tutelar do distrito de Barrocas e tinha participação ativa junto à comunidade. O assassinato causou a revolta da população local, a ponto de 13 mil pessoas assinarem uma manifestação pedindo a condenação do ex-marido [relembre o caso].

O salão do júri esteve lotado durante o julgamento de Gilberto de Queiroz, que não estava sentado no banco dos réus, por se encontrar foragido. A acusação foi feita pelo promotor de Justiça Gilber Santos de Oliveira, tendo Paulo Alberto Carneiro Costa na assistência.

A defesa foi feita pelos advogados Evaldo Fernandes Campos e Alessandro Calazans Souza. Segunda a juíza, o caso demorou de ser julgado, pois o réu estava foragido.

A magistrada informou que ainda pela Campanha Justiça pela Paz em Casa foram realizadas 13 audiências, dentre elas algumas que colocaram fim ao litígio por desinteresse da ofendida e em outras que encerraram a instrução processual.

A campanha do STF foi desenvolvida entre 9 a 13 de março, mas ampliada até o final de março na Bahia.

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