23 de mai de 2014

“Rui Costa não está preparado para exercer a função de governador”, diz Geddel

Redação Portal Clériston Silva PCS

O pré-candidato ao senado federal, Geddel Vieira Lima (PMDB), conversou com o site R7 a falou sobre a renúncia a candidatura ao governador, o apoio a Paulo Souto, Rui Costa e sobre a disputa a uma vaga no senado.

Geddel não fugiu das perguntas e afirmou que “você adia sonhos, você não renuncia sonhos”. Além disso, o peemedebista disse que a população já está cansada do PT.

Leia a entrevista: 

R7 - Como pré-candidato ao senado, qual a expectativa do senhor? Como pode ajudar a Bahia como senador?

Geddel Vieira Lima - Primeiro oferecendo toda uma experiência que acumulei ao longo de cinco mandados de deputado federal, onde fui sucessivamente líder do PMDB durante sete mandatos consecutivos, secretário geral da Câmara, presidente de todas as comissões, debatedor atuante no plenário, um homem que construiu uma rede de relações e permite dizer que estou pronto para chegar em Brasília e ser, efetivamente, um representante do Estado no Senado Federal. Lutando pelos nossos empréstimos, pelos interesses do Estado naquela Casa Legislativa, buscando os recursos necessários para obras importantes, enfim, fazendo com muito mais força e vigor aquilo que, inquestionavelmente fiz, como deputado federal. 

R7 - Qual é a responsabilidade maior: governar um Estado ou fiscalizar um País?

GVL - São duas coisas distintas, mas todas duas muito nobres. Eu quis muito ser candidato a governador porque acho que tenho uma capacidade de gerenciar, uma capacidade administrativa de fazer as coisas saírem do papel, que estão em um momento de absoluta maturidade. Mas em não podendo ter sido candidato, devido às articulações políticas, eu estou motivado para, como senador da república, como representante do Estado, e esse é o papel do senador, diferente do deputado que é representante da população, eu ter condição de fazer um trabalho de não só da fiscalização, de proposição, mas sobretudo de buscar recursos que são fundamentais para o governador, que haverá de ser Paulo Souto, possa fazer uma boa gestão do Estado.

R7 - O senhor sempre deixou muito claro a vontade de ser candidato a governador. Como reagiu à decisão de deixar a chance para Paulo Souto?

GVL - Quando você tem que renunciar a um sonho, um desejo, uma convicção, é claro que você fica triste em um primeiro momento. Eu busquei motivação e estou voltado para candidatura do Senado, apoiando Paulo Souto como se não tivesse havido disputa e certo que eleito senador, nós vamos ter um papel importante em Brasília na ajuda ao Estado, por que ao longo da minha vida eu não fiz outra coisa a não ser mostrar amor por minha terra. Tristeza em um primeiro momento, mas nenhuma frustração que faça de mim um homem amargurado.

R7 - Em uma entrevista o senhor disse que sua candidatura "ficou inviável"? Por que isso aconteceu se apontavam como um dos preferidos para concorrer ao governo?

GVL - Por que o Democratas decidiu por Paulo Souto, uma parte importante do PSDB preferiu Paulo Souto e eu sair candidato sozinho com outros partidos, terminaria sendo responsável pela divisão das oposições. E essa responsabilidade ficou muito sobre os meus ombros isoladamente, era minha posição pessoal que definiria se teria chance de construir uma chapa forte ou se entregaria o poder para quem está aí. Eu optei por deixar de lado minhas ambições pessoais, meu legítimo projeto pessoal e agregar a uma ideia de que a Bahia pode melhorar e avançar muito mais do que tem avançado nos últimos oito anos.

R7 - O senhor acha que a população da Bahia já está cansada do PT?

GVL - Não tenho dúvida nenhuma, é o que estou vendo de manifestação na rua, sobretudo aqui na Bahia, onde essa gente disse que se fosse do mesmo partido do presidente da república faria isso, faria aquilo, mudaria a Bahia. E o que se vê hoje, nesse momento em que estou sendo entrevistado, nesse ano de 2014 chegou a 90 explosões de caixa eletrônico, foram 34 mil baianos assassinados nos últimos oito anos, a Bahia tem 15% das 50 cidades mais violentas do Brasil, se você acha que isso está certo, que não pode fazer nada, eu não acho, acho que a gente pode fazer mais. Na educação, a Bahia está nos últimos lugares na qualidade de ensino. Na saúde, o que se vê são filas nos hospitais públicos sem atendimento, criaram uma tal de regulamentação, que nada mais é do que uma moedinha que você joga para cima para escolher quem morre e quem vive. Eu acho que a gente tem força para fazer mais, mudar, melhorar, por isso eu quis ser candidato a governador. Não podendo ser, eu tenho feito com que Paulo (Souto) assuma o compromisso de absorver tudo aquilo que defendi, que acreditava que era bom para o Estado.

R7 - O candidato da situação Rui Costa comentou sobre a chapa da oposição e disse que o candidato que queria, o grupo não confiava, e o que não queria, o grupo forçou a ser candidato. O que o senhor acha dessa declaração?

GVL - “O pau que dá em Chico, dá em Francisco”. O grupo não deixou Pinheiro ser candidato? Por quê? Por que ele não seria tão subserviente como Rui (Costa) será se for eleito governador? Ficar como uma marionete, obedecendo as ordens do atual governador? O grupo não deixou Gabrielli ser candidato por que já sabia que ele estava envolvido nesse escândalo da Petrobrás? Eu acho que isso tudo é negociação política e quando eu vejo o Rui dizer isso, eu vejo que ele, efetivamente, não está preparado para exercer a função de governador da Bahia.

R7 - O que o senhor acha de Rui Costa como político? GVL - Fraco.

R7 - O senhor ainda pensa em voltar a disputar o cargo de governador?

GVL - Você adia sonhos, você não renuncia sonhos. Agora, governo é destino, se tiver escrito nas estrelas e for à vontade de Deus, vai chegar minha hora. Se não, não vou carregar nenhuma frustração, vou trabalhar pela Bahia como sempre fiz com entusiasmo, com vigor, com amor e paixão em qualquer função que Deus permitia exercer.


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