13 de mai de 2014

420 mil pessoas ainda sofrem com seca na Bahia; confira o panorama

Redação Portal Clériston Silva PCS 

Mesmo durante o outono, considerado um mês chuvoso, 37 municípios da Bahia continuam em situação de emergência por conta da seca. A estiagem afeta 421 mil pessoas em todo o estado. Na região de Feira de Santana, os municípios de Ipirá, Itatim, Serra Preta e Valente estão em situação de emergência. A população atingida chega a mais de 41 mil pessoas.

Segundo meteorologistas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que estiveram nestes locais, a perspectiva é de pouca chuva para os próximos meses. A seca foi considerada uma das piores da história.

Sudoeste - Nove municípios estão em situação de emergência na região sudoeste do estado. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Vitória da Conquista, cidade que chegou a passar por racionamento de água nos anos de 2012 e 2013, choveu 15,5 milímetros em abril de 2014, quatro vezes menos que a média para o mês.

A principal barragem que passa por Vitória da Conquista opera com 55% da capacidade, o mesmo nível de março de 2013, período em que a cidade enfrentava racionamento. O controle do uso da água não acontece na cidade porque o município atualmente também é abastecido por uma adutora construída no Rio Catolé Grande.

Oeste - Bom Jesus da Lapa, Morpará, Muquém de São Francisco, Brejolândia e Sítio do Mato são os municípios em estado de emergência no oeste baiano. O período de maior estiagem na região ocorreu no mês de janeiro, quando estavam previstos 150 milímetros de chuva, mas só foram registrados 10 mm.

De acordo com climatologistas, a tendência para os próximos meses nessas cidades é de que chova cada vez menos e que a situação se agrave.

Norte - Cerca de 97 mil pessoas sofrem com a seca em Senhor do Bonfim, Jaguarari, Andorinha, Euclides da Cunha, Chorrochó e Curaçá, municípios em situação de emergência nesta região.

Na cidade de Sobradinho, o nível da barragem está com 57% da capacidade. Por conta disso, a região enfrenta problemas de navegabilidade na hidrovia do Rio São Francisco, que sai da Barreiras até Juazeiro. De acordo com uma empresa que trabalha com grãos no local, das 100 mil toneladas que esperava transportar na safra 2013/2014, só foi possível 24 mil. (G1)

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