14 de ago de 2011

Chuva abaixo do esperado prejudica safra de feijão no nordeste da Bahia

A primeira safra de feijão da Bahia ocorre na região de Irecê e vai até o mês de março. A segunda é agora, no nordeste do estado, onde os agricultores não tiveram sorte. Foi a falta de chuva que prejudicou a última safra de feijão baiana.

"A gente esperava em torno de 400 milímetros. Seria de maio a agosto. Hoje estamos em torno de 200 milímetros e, em algumas áreas, até abaixo disso", afirma Robério Abreu, agrônomo da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola).

Os municípios do nordeste baiano são os principais produtores do estado. Nesta época do ano, essa região da Bahia é uma das principais produtoras de feijão do país. A região deve colher pouco mais de 50 mil toneladas de feijão carioquinha, 70% a menos que na segunda safra do ano passado. Em uma propriedade em Euclides da Cunha, a colheita está terminando.

Com a falta de chuva, a produtividade despencou. "Tem três grãos onde era para ter cinco, seis, até oito", diz o agricultor Valter Santana.

Os mesmos 30 hectares que deram quinhentas sacas em agosto do ano passado deixaram Valter em uma situação difícil para um pequeno agricultor este ano. "Eu tomo dinheiro em banco, fiz o custeio. Esses R$ 5 mil eu peguei, investi aqui dentro e o que é que eu vou colher aqui? Devo colher em torno de 30 sacas de feijão, que vai dar o quê? Não vai dar para cobrir de jeito nenhum", reclama.

Há, porém, plantações verdes e, o mais importante, produzindo de maneira uniforme no mesmo município. O que gerou a diferença foi um pouco a mais de chuva em algumas áreas produtivas da região, que equivalem a menos de 5% do total.

O agricultor Pedro Xavier é um dos agricultores que deram sorte com a localização, e explica porque crê que até terá lucros maiores que os do ano anterior. “Primeiro, porque eu plantei numa área em que a chuva foi mais localizada, o feijão está de boa qualidade e, na verdade, também acho que vai faltar feijão no mercado”.

O preço está aí em torno de R$ 110 a saca, considerado bom por Pedro. "Eu acho que seja. É uma pena a gente não ter produzido muito, mas quem produziu vai ter lucro, porque o preço é compensador", explica.

Fonte: G1

Um comentário:

  1. a seca ta muitha mermo to cum umas erva daninha la tudo seca pra revender aus minino

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