13 de jul de 2011

São Domingos: Guarda e policial civil são presos por morte de pedreiro

Um guarda municipal e um policial civil tiveram a prisão decretada nesta terça-feira (12) pela morte de um preso custodiado na carceragem da Delegacia Territorial (DT), de São Domingos, a 79 km de Serrinha. A prisão preventiva do policial civil e do guarda municipal foi solicitada pelo promotor de justiça Tomás Brito e decretada pelo juiz Arnaldo Freire Franco, titular da Comarca local.

O guarda José Roberto Martins dos Santos se apresentou acompanhado de um advogado na 10ª Delegacia Territorial (DT), em Pau da Lima, e deverá ser recambiado para Serrinha nas próximas horas.

Já o policial Marcelo Silva Souza, apresentou-se na sede da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), sediada em Serrinha, e já foi transferido para a sede da Correpol (Corregedoria da Polícia Civil), em Salvador.

Marcelo e José Roberto estavam afastados de suas funções desde que o pedreiro Sidnei Santana Rocha, 27 anos, morreu quando era transferido para um hospital da região depois de passar mal na carceragem da delegacia, durante a madrugada do dia 5 de julho. Ele passou mal por motivos ainda não esclarecidos e morreu ao chegar no hospital. De acordo com denúncias, o preso teria sido torturado e espancado.

O caso - Sidnei foi preso nas primeiras horas da madrugada da terça depois de brigar com o guarda municipal. Segundo a polícia, o rapaz estava exaltado e teria batido a cabeça na parede várias vezes, nervoso.

Embora o laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) ainda não esteja pronto, o laudo médico aponta que Sidnei morreu por traumatismo renal, fratura de múltiplas costelas, traumatismo torácico abdominal e politraumatismo.

De acordo com o coordenador regional, delegado Fábio Santos da Silva, o inquérito que apura a morte do pedreiro já está em fase relatório e aguardando apenas o laudo pericial atestando a causa da morte de Sidnei Rocha para ser remetido a Justiça. O Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil acompanharam desde o início as investigações do episódio.

Revoltada, a população protestou após a morte do jovem e chegou a queimar o veículo do guarda municipal.

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