1 de fev de 2019

Após impasse e confusão, eleição para presidente do Senado é adiada

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O Senado suspendeu na noite desta sexta-feira (1º) a sessão que definiria o novo presidente da Casa. A nova sessão foi marcada para a manhã deste sábado (2).

A suspensão foi proposta pelo senador Cid Gomes (PDT-CE) para tentar pôr fim à divergência em torno de quem deveria conduzir a reunião. A proposta foi aprovada em votação simbólica (sem contagem de votos).

Houve tumulto durante toda a sessão desta sexta-feira. O primeiro ponto de divergência foi a condução dos trabalhos pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Outro ponto de forte embate entre os senadores foi sobre o tipo de votação. Um grupo defendia que a votação fosse aberta, enquanto outra ala defendia votação secreta.

Presidente em exercício da sessão, Alcolumbre colocou a proposta em votação, e por 50 votos a 2 o plenário optou por votação aberta. Mas houve muita reclamação porque alguns senadores argumentaram que ele não tinha legitimidade para conduzir a votação.

Diante do impasse, uma ala defendeu durante toda a sessão que Alcolumbre abrisse mão de conduzir os trabalhos por ser candidato a presidente. Outra ala defendeu a suspensão da sessão a fim de que os parlamentares chegassem a um acordo sobre quem passaria a conduzir a sessão.

Em um momento mais tenso, a senadora Kátia Abreu (MDB-TO) chegou a ocupar a Mesa Diretora e tomou das mãos de Alcolumbre a pasta na qual estavam os documentos referentes à sessão (veja no vídeo acima).

Ela disse que, se ele podia conduzir a sessão, ela também poderia. Kátia Abreu pegou a pasta, se dirigiu às cadeiras do plenário e fez um discurso contra o senador. Depois, retornou à Mesa Diretora e sentou na cadeira ao lado da de presidente.

Renan Calheiros - Indicado pelo MDB como candidato do partido à presidência do Senado, Renan Calheiros criticou o acordo sobre adiar a sessão e afirmou em entrevista que não pode haver acordo "contra a Constituição, a democracia, a liberdade de expressão".

Segundo ele, Davi Alcolumbre agiu como se pudesse "tudo". "Se o Davi [Alcolumbre] pode fazer tudo isso, eu vou fazer a mesma coisa que o Juscelino [Kubitschek] fez em 64. Eu vou votar no Davi, porque ele pode tudo. Meus companheiros do MDB que me desculpem", afirmou Renan. Durante toda a sessão, Renan entrou em embate com Davi Alcolumbre.

Em uma entrevista após a sessão, Davi Alcolumbre afirmou que a sociedade tem que se "insurgir" caso algum senador derrube o voto aberto na eleição para a presidência do Senado.

Pelo que foi discutido na sessão desta sexta, caberá ao senador José Maranhão (MDB-PB), o mais velho da Casa, conduzir os trabalhos deste sábado.

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