22 de jan de 2016

Pastor tinha dívida com marido de pastora morta, diz amigo: "Máscara foi caindo"

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Marcilene ao lado do marido
A pastora morta em Vitória da Conquista e o marido faziam parte da igreja do homem que é acusado de ser mandante do crime até cerca de cinco anos atrás, quando saíram para fundar a própria congressão. A pastora e professora da Uneb Marcilene Oliveira Sampaio, 38 anos, e sua prima Ana Cristina Santos Sampaio, 37, foram mortas a pedradas a mando do pastor Edimar dos Santos Brito, segundo aponta a investigação da Polícia Civil.

Wagner de Oliveira, 35, amigo da família e ex-membro da Profetizando Vida, igreja de Marcilene com o marido Carlos Eduardo, conta que os desentendimentos começaram quando o casal passou a não gostar do comportamento do pastor. "O pastor que está foragido tinha uma igreja, Carlos Eduardo e Marcilene eram da igreja dele. A máscara dele foi caindo, ele começou a mexer com mulheres casadas. Carlos Eduardo emprestou um dinheiro a ele, cerca de R$ 3 mil. Quando Carlos Eduardo foi cobrar, eles discutiram. Edimar chegou a quebrar o para-brisa dele", conta Wagner ao site CORREIO. "Todo mundo foi vendo quem Edimar era de verdade. As pessoas foram saindo (da igreja dele). O casal resolveu abrir uma outra congregação e muita gente resolveu acompanhar. E a igreja foi prosperando", relembra.

O amigo acredita que o pastor foragido premeditou o crime. "Pouco tempo atrás, Edimar sentou em um trailer e comentou 'esse ministério dela tá pra acabar'. O pessoal achou que ele tava falando que ia falir, algo assim. Mas talvez ele já tava premeditando o crime", avalia.

Segundo Wagner, Ana Cristina, prima da pastora, era casada, mãe de dois filhos e vivia em São Paulo, vindo para a Bahia visitar familiares. Já a pastora Marcilene e Carlos Eduardo não deixaram filhos.

O delegado Marcus Vinícus Oliveira diz que as investigações continuam e ainda não é possível afirmar que o pastor Edimar estava envolvido em "atividades ilícitas". "Isso foi ventilado. Mas não temos provas concretas, preferimos não comentar", diz o delegado. Ele afirma que o pastor e a pastora tinham desentendimentos, mas o caso não havia chegado à delegacia. "Já tinha tido discussões, mas não houve nenhuma queixa na polícia". Ele confirma que embora os assassinos estivessem com armas de fogo, as duas mulheres foram mortas a pedradas. "Usaram arma de fogo para subjugar", diz.

Adriano foi preso ontem pela manhã e Fábio na madrugada. Os dois dizem o pastor queria apenas "dar um susto" em Marcilene, mas no momento do crime acabou resolvendo matá-la. "Quando chegou lá Edimar mudou a história, que não podia deixar testemunha para não complicar ele depois e que iria matar a mulher. Quem matou foi Edimar", afirmou Adriano.

Pastor Edimar dos Santos Brito continua foragido

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