15 de dez de 2017

Bahia tem 1 milhão de jovens de 16 a 29 anos que nem estuda nem trabalha

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Na Bahia, em 2016, pouco mais de 1 em cada 3 jovens nas faixas de 18 a 24 anos (33,7%) e de 25 a 29 anos de idade (33,9%) não estudavam nem estavam trabalhando. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia no ano passado 1 milhão de baianos nessa população que se conhece como “nem-nem”. Em 2013, o número era de 24%.

Eram proporções acima da média nacional (30,1% e 25,8% respectivamente) e, para o grupo entre 25 e 29 anos (33,9%) a quarta maior percentagem de pessoas que não estudavam nem trabalhavam entre os estados, abaixo apenas de Alagoas (37,5%), Pernambuco (36,9%) e Maranhão (36,3%).

Assim como ocorreu no país como um todo, a proporção dos “nem-nem” na Bahia cresceu a partir de 2014, com maior intensidade entre 2015 e 2016 – reflexo principalmente da saída de jovens de ocupações no mercado de trabalho.

Considerando-se os jovens de 16 a 29 ano de idade, no estado, a percentagem dos que não estudavam nem trabalhavam se manteve relativamente estável entre 2012 (26,0%) e 2015 (25,5%). Em 2016, ela passa a 30,5% ou cerca de 1 milhão de pessoas. O aumento dos “nem-nem” na Bahia foi o quarto maior comparando-se 2012 com 2016 e o segundo maior do país entre 2015 e 2016, abaixo apenas que o verificado em Pernambuco.

Embora não exista um perfil por estado desses jovens que não estudam nem trabalham, percebe-se, pelas informações nacionais, que aqueles com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres estão mais sujeitos à condição de "nem-nem".

Dos cerca de 1 milhão de jovens de 16 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam na Bahia, em 2016, 36,4% (cerca de 371 mil) estavam procurando trabalho e, por isso, eram considerados desocupados. Já 63,5% dos que não trabalhavam nem estudavam (647 mil pessoas aproximadamente) não estavam sequer buscando uma ocupação, ou seja, estavam fora da força de trabalho.

Para o Brasil como um todo, essas proporções não eram muito diferentes: 38,4% dos “nem-nem” estavam procurando trabalho e 61,6% estavam fora do mercado.

Em nível nacional, há informações sobre o principal motivo pelo qual os jovens de 16 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados não tinham tomado providência para conseguir trabalho – e elas se diferenciavam entre homens e mulheres.

Entre os homens não haver uma ocupação na localidade era a razão mais citada (por 44,4%), uma justificativa diretamente ligada a questões do mercado de trabalho em si. Já para as mulheres, a justificativa mais citada foi ter de cuidar dos afazeres domésticos ou do cuidado com filhos ou outros parentes (citada por 34,6%).

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