12 de jun de 2014

Jovem serrinhense faz pacto de castidade: 'vale a pena esperar'

Redação Portal Clériston Silva PCS

Jovens namoram há dois anos e cinco meses e adotam o princípio da castidade até o casamento

Dois anos e cinco meses de namoro e uma convição: sexo, só depois do casamento. Esse é o ideal de relacionamento sólido e duradouro para os estudantes Gabriele Albuquerque, 18 anos, e Gabriel Lyrio, 20 anos. O casal mora em Salvador, mas se conheceu pela internet em 2012, quando ele morava no Canadá e ela em Serrinha, a cerca de 200 km da capital baiana. Desde então, os dois mantém um pacto de manter relações sexuais apenas depois do casamento, decisão motivada por convicções religiosas e pessoais.

O encontro virtual teve o incentivo do pai de Gabriel. “Eu morava em Serrinha [interior da Bahia], então o pai dele me disse que tinha um filho para me apresentar, mas que morava no Canadá. O pai dele me deu o contato e nos conhecemos pela internet”, conta Gabriele.

Após cinco meses namorando à distância, a vontade de estar perto foi mais forte e Gabriel antecipou a volta ao Brasil. "Tive muitas oportunidades de ficar no Canadá, mas a partir do momento que confirmamos as coisas na nossa vida, temos que seguir. Eu tinha planos para minha vida lá, mas confiei no plano que Deus me deu e não me arrependo, muito pelo contrário”.

Casal se encontrou pela 1ª vez após 5 meses de  namoro virtual

Evangélicos, os dois jovens mantém o relacionamento na 'santidade', como intitulam, e estabelecem limites no namoro. “A vontade [de ter a relação sexual] a pessoa nunca deixa de sentir, porque a gente é de carne. Procuramos viver mais de espírito do que pela carne. Falar não adianta, devemos praticar o que a gente prega, até porque já estabelecemos essa aliança em respeito ao Senhor”, revela o jovem.

Para Gabriele, a atitude é uma forma de fortalecer o relacionamento e alcançar coisas boas no futuro. "Vale a pena esperar. Muitos falam que é besteira, mas eu não penso assim”, conta em tom de alegria.

'Não é fábula' - Com relação às críticas, Gabriel diz que as pessoas não entendem e nem compreendem a forma que ele e a namorada vivem. “Dá mais ânimo para continuar porque tem muita gente olhando e observando: ‘será que o que eles falam é verdade?’, e isso nos incentiva para mostrar que dá certo e não é fábula”, conta.

Gabriele revela que eles sonham com o matrimônio, mas não tem data certa para o casório. “A gente pensa em casar o mais rápido, no pensamento de Deus. A gente não quer casar só para ter relações. Sabemos que as pessoas acham normal estudar, se formar e depois casar mas, se fizermos ao contrário, isso não quer dizer que não queremos outros compromissos além do casamento. Deus tem nos mostrado que não adianta estender um namoro só para que a gente se forme ou coisa do tipo. Vamos ter força no Senhor para administrar nossas escolhas”, explica.

A amizade reforça ainda mais o relacionamento amoroso dos jovens, que sempre aproveitam para conversar e se conhecer a cada dia. “Nós somos nossos melhores amigos, compartilhamos tudo da nossa vida. Passamos a maior parte do tempo conversando e isso fortalece nossa relação. Muita gente só conhece a pessoa de verdade na hora do casamento. A gente se conhece o bastante e o melhor de tudo é que somos amigos, companheiros. Resolvemos nossas situações com oração e diálogo”, conclui. (G1)

Gabriel mostrou o lado romântico ao dar flores à namorada no dia em que celebraram o aniversário dela juntos

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