3 de ago de 2010

Proposta da MFB não agrada os trabalhadores e impasse continua

No último domingo (1°) o Sindicato dos trabalhadores do setor de extração de ferro, metais básicos e preciosos (SINDIMINA) realizou uma assembléia no CPCT da Praça Morena Bela com todos os funcionários da Mineração Fazenda Brasileiro para discutir a pauta de reivindicação. Entre outros itens, a redução da jornada de trabalho, reajuste salarial e participação nos lucros e resultados da empresa.

Na reunião que entrou pela madrugada os trabalhadores decidiram por 210 votos rejeitar a proposta do acordo geral apresentada pela MFB.

Em nota, o sindicato lamenta a dificuldade de negociação com a MFB e classificou como “terrorismo” o posicionamento da empresa diante das exigências. “É um gesto de total falta de respeito e sensibilidade com aqueles que ergueram a MFB/Yamana no Brasil. A empresa está tentando fazer terrorismo social, utilizando como artifício o fechamento da unidade local”.

O impasse na negociação do acordo geral deu-se quando a empresa propôs que o sindicato que representa a categoria assinasse um documento abrindo mão do direito das horas in itínere dos empregados, ou seja, o tempo gasto pelo empregado no percurso de viagem até o local de trabalho não seria computado na jornada de trabalho.

O SINDIMINA, através da sua diretoria, com apoio da Central única dos Trabalhadores (CUT), resistiu ao que denomina de “tempestade”.

No último dia 21, representantes da CUT-BAHIA e do sindicato participaram de uma rodada de negociações, na sede da empresa em Teofilândia. O presidente do SINDIMINA, Joilson Francisco, ressaltou que a categoria exige o cumprimento do acordo coletivo específico para jornada de trabalho da usina, aprovada em assembléia no mês passado.

O acordo prevê a jornada de trabalho em regime de turno ininterrupto de revezamento de quatro turnos de seis horas, com revezamento de 24 horas. “A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não excederá de seis horas diárias ou de trinta e seis horas semanais”, enfatizou.

Ainda de acordo com Francisco, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 20% em agosto, piso salarial a partir de R$ 1.000 e participação nos lucros.

Condições degradantes - O secretário geral da CUT-BA, Manuel Messias do Vale, salienta que as condições de trabalho às quais têm sido submetidos os trabalhadores são desumanas e que essa é uma prática internacional da empresa, que representa um holding canadense. “Hoje, em Teofilândia, a empresa possui 650 trabalhadores, dos quais 54 estão afastados por doenças ocupacionais e acidentes de trabalho”, finalizou.

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