23 de nov de 2017

Professores de Teofilândia completam um mês de greve e fazem manifestação contra decreto do prefeito

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Professores da rede municipal de Teofilândia, na microrregião de Serrinha, fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (23). Com cartazes que pedem a valorização da categoria, os professores ocuparam as ruas da cidade em um ato pacífico. O ato marcou os 30 dias de greve da categoria, iniciada no dia 22 de outubro. Os professores reivindicam cumprimento do plano de carreira. A paralisação começou por conta dos atrasos salariais e cerca de cinco mil alunos estão sem aula.

Conforme os docentes, um decreto imposto pelo prefeito Tércio Nunes (PDT) causou perdas de 70,5% nos salários. "Eles andaram propagando em todos os cantos da cidade, dizendo que professor ganha mais de R$ 7 mil aqui. Eu tenho pós-graduação, carreira de 15 anos no município, e meu salário de 20 horas é de R$ 2 mil. Quem tem 44h, nunca chegou a R$ 7 mil", diz a professora Elisângela Lopes de Oliveira, da comissão de negociação.

Os pagamentos dos professores começaram a atrasar no mês de julho. A partir disso, eles passaram a receber com atrasos e com os descontos das gratificações.

Elisângela afirmou ainda que não houve diminuição da verba para a educação municipal, o que justificaria algum corte no bolso dos docentes. "Não justifica. Os números mostram que não houve déficit nas receitas do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]. A questão é que houve um número exorbitante de contratos desde janeiro deste ano, em uma má administração. Só que os professores não podem pagar por isso", acrescenta.

A APLB-sindicato diz que os cortes reduziram o salário base, entre 5% e 20%; e outros direitos, como o quinquênio, de 5% a 20%; a regência, em 20%; o AC [Atividade Complementar], em 7,5%, e a gratificação por deslocamento, em 3%. "O prefeito feriu a Constituição, o Plano de Carreiras do Município e a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação]”, brada a professora. O ato público desta quinta contou com caravana de docentes de outros municípios convocados pela APLB regional.

A categoria se reuniu com representantes do município no último dia 10, mas não houve acordo e a greve foi mantida.

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