24 de nov de 2017

Bahia tem 2 milhões de pessoas acima dos 60 anos, diz IBGE

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Os baianos estão envelhecendo mais. O contingente de pessoas de 60 anos ou mais de idade no estado passou de 1,9 milhão, em 2015, para pouco mais de 2 milhões de pessoas em 2016. Em um ano, o crescimento foi de 6,8%, bem acima da média nacional para esse grupo etário (+3,7%) e o sétimo maior aumento da população idosa entre os estados brasileiros. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

A participação dos idosos na população baiana chegou a 13,4% em 2016, frente a 12,6% em 2015 e 11,9% em 2012. No Brasil como um todo, os idosos representavam, em 2016, 14,4% da população, frente a 14,0% em 2015 e 12,8% em 2012. No ano passado, os estados com maior participação dos idosos na população eram Rio de Janeiro (18,7%), Rio Grande do Sul (17,8%) e São Paulo (15,4%).

A Pnad identificou que, em 2016, a população da Bahia somava cerca de 15,3 milhões de pessoas. O estado teve o terceiro menor crescimento demográfico do país, tanto comparado com 2015 (+0,5% ou 73 mil pessoas a mais) quanto em relação a 2012 (+2,1% ou 320 mil pessoas a mais).

A população baiana só cresceu mais que a do Rio Grande do Sul (+0,3% frente a 2015 e +1,5% frente a 2012) e a do Piauí (+0,3% e +1,3% respectivamente).

O aumento populacional no estado também ficou abaixo da média nacional: no Brasil, em 2016, a população foi estimada em 205,5 milhões de pessoas, 0,8% maior que a de 2015 e 3,4% acima da estimada em 2012 (198,6 milhões).

Mais pretos, menos brancos - Em 2016, enquanto no Brasil 44,8% da população se declaravam brancos, na Bahia essa proporção não chegava a 1 a cada 5 pessoas e atingia o menor patamar do país. Dentre os baianos, 17,8% (ou cerca de 2,7 milhões de pessoas) se declaravam brancos.

Os brancos na Bahia são menos representativos na população que os pretos. Em 2016, no estado, 20% da população se declarava preta (pouco mais de 3 milhões de pessoas). Era a maior participação do país e bem acima do segundo colocado, o Rio de Janeiro, com 14,3% de moradores que se consideravam pretos. Enquanto 1 em cada 5 baianos se diziam pretos, essa proporção não chegava a 1 em cada 10 brasileiros em geral, uma vez que a proporção de pretos na população nacional era de 8,2%.

Na Bahia, os pardos são maioria, representando 61,5% da população (cerca de 9,4 milhões de pessoas). É uma proporção maior que a média nacional (46,7%), mas apenas a 14ª maior entre os 27 estados. No Amazonas, líder nesse ranking, quase 80% da população se declarava parda em 2016.

O levantamento do IBGE identificou também que mais mulheres são responsáveis pelos domicílios e menos são cônjuges ou companheiras. Em quatro anos (2012 a 2016), a proporção de mulheres apontadas como as responsáveis pelos domicílios em que viviam, na Bahia, passou de 24,4% para 28,2%. Em 2016, cerca de 2,2 milhões de mulheres foram apontadas como responsáveis, quase 300 mil a mais que em 2012, quando elas eram cerca de 1,9 milhão.

Esse aumento na chefia feminina do domicílio foi bem intenso entre 2015 e 2016, quando o contingente de mulheres à frente das residências em que viviam cresceu 16,5%, bem acima da média nacional (+9,3%) e a quarta maior taxa entre os estados.

Caminho inverso se verifica no percentual de mulheres que, no domicílio, são apontadas como cônjuge ou companheira do(a) responsável. Na Bahia, elas passaram de 29,3% em 2012 (cerca de 2,3 milhões de mulheres) para 28,1% (ou aproximadamente 2,2 milhões) em 2016.

A redução também foi mais intensa entre 2015, quando percentual de mulheres cônjuges havia chegado a 31,3%, e 2016. Em um ano, o número de mulheres apontadas como cônjuges ou companheiras do(a) responsável pelo domicílio caiu quase 10% (-9,2%), redução que foi mais que o dobro da verificada no país como um todo (-4,3%) e a segunda maior entre os estados, abaixo apenas de Mato Grosso (-10,5%).

Assim, em 2016, 43,3% dos cerca de 5,1 milhões de domicílios baianos tinham uma mulher como responsável, percentual acima da média nacional (41,4%) e que cresceu sistematicamente desde 2012, quando era de 40,3%.

Bahia tem o 4º maior percentual de domicílios em que só vive uma pessoa (16,5%)
Em 2016, na Bahia, 16,5% dos domicílios (ou por volta de 850 mil residências) tinham apenas um morador (unipessoais). Esse percentual estava um pouco acima da média nacional (15,4%) e era o quarto maior entre os estados, abaixo apenas de Rio de Janeiro (20,5%), Rio Grande do Sul (17,5%) e do Distrito Federal (17,3%).

A porcentagem de domicílios unipessoais cresceu, tanto no país como um todo quanto na Bahia, entre 2012 e 2016. No Brasil, eles passaram de 13,2% para 15,4% (+2,4 milhões de pessoas morando sozinhas em quatro anos). Já no estado o aumento foi um pouco menos intenso, e os domicílios unipessoais passaram de 14,7% para 16,5% do total (+cerca de 163 mil pessoas morando sozinhas).

Diferentemente do que ocorre no país como um todo, onde a mulheres são maioria nos domicílios de uma só pessoa (51,4% dos domicílios unipessoais brasileiros são ocupados por mulheres), na Bahia, elas ainda são minoria: 41,8% do total de pessoas morando sós ou cerca de 355 mil mulheres, que representam 4,5% da população feminina no estado.
Bahia tem mais casas (87,9%) e mais domicílios próprios quitados (75,2%) que a média do país

Em 2016, dos cerca de 5,1 milhões de domicílios baianos, 87,9% eram casas (4,5 milhões), enquanto 11,9% eram apartamentos (614 mil). A participação das casas como residência na Bahia era um pouco maior que a média nacional: no país, 86,0% dos 69,2 milhões de domicílios eram casas em 2016.

A proporção de domicílios próprios e já integralmente pagos na Bahia (75,2%) também era maior que a média nacional (68,2%) em 2016, e o sexto maior percentual entre os estados.
Por outro lado, os domicílios alugados representavam, em 2016, 12,5% do total de residências baianas, percentual abaixo da média brasileira (17,5%) e o quinto mais baixo entre os estados.

Saneamento - Na Bahia, em 2016, 85,3% dos cerca de 5,1 milhões de domicílios eram abastecidos por rede geral de água, percentual um pouco menor que o brasileiro (85,8%). Entre 2015 e 2016, a água da rede geral de abastecimento chegou a mais 121 mil domicílios na Bahia (+3,1%); comparando-se com 2012, o aumento na cobertura foi de 12,3% (+481 mil domicílios).

O serviço de saneamento que mais cresceu percentualmente nesses quatro anos, no estado, foi a coleta domiciliar de esgoto por rede geral, que aumentou 17,4% entre 2012 e 2016, atingindo mais 429 mil residências nesse período. Ainda assim, o esgotamento por rede geral ou fossa ligada à rede geral era o serviço de saneamento com menor cobertura em 2016, tanto na Bahia, chegando a pouco mais da metade dos domicílios (56,3%), quanto no Brasil (65,9%).

No estado, entre 2015 e 2016, não houve expansão na cobertura do esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa ligada à rede coletora. Também cresceu muito pouco na Bahia, nessa comparação de curto prazo, a cobertura da coleta de lixo direta (+1,6% ou +50 mil domicílios atendidos).

Em 2016, o lixo era coletado diretamente em cerca de 2 a cada 3 domicílios baianos (64,3%), enquanto a média nacional era bem superior (82,6%). Em quatro anos (2012-2016), a cobertura desse serviço na Bahia cresceu 7,4% (+227 mil domicílios atendidos).

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