19 de ago de 2014

Rui Costa admite falhas, mas promete avançar mais que a atual gestão

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa, utilizou o horário da entrevista concedida ao BATV, da TV Bahia, nesta segunda-feira (18) para defender as ações do governo Jaques Wagner, de quem foi chefe da Casa Civil por mais de dois anos, e apresentar propostas para dar seguimento ao plano petista.



Em pouco mais de cinco minutos de fala, Rui afirmou que pretende investir no setor de inteligência da segurança pública, tanto na Polícia Civil quanto na Militar. “Precisamos de mais treinamento para que fatos como o do caso Geovane e o da morte da professora do Cabula não se repitam. Temos que ter uma polícia cidadã, eu vou criar pelotões especiais e investir em inteligência para nos antecipar aos bandidos”, declarou.

Para a saúde, o petista prometeu construir sete novos hospitais no estado, para regionalizar o serviço e contornar a regulação, ponto bastante criticado do governo de Jaques Wagner.

Além disso, Rui defendeu a construção de obras estruturais no estado, como a ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica, orçada em cerca de R$ 6 bilhões. “Passamos anos sem grandes obras na Bahia. O metrô ficou parado 14 anos e o projeto da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) está aí há cinquenta anos”, lembrou.

O candidato ainda prometeu a construção do Porto Sul, do Aeroporto de Vitória da Conquista e de um grande aeroporto de carga e descarga em Feira de Santana para escoar a produção do interior. “Vou governar com o coração e a alma do adolescente que cresceu na periferia de Salvador”, concluiu.

Veja a íntegra da conversa com Rui Costa.

Kátia Guzzo: A gente começa a falar sobre segurança. Três policiais militares são acusados pela morte do jovem Geovanne Santana, rapaz de 22 anos. O pai dele, Jurandy, passou mais 10 dias procurando pelo filho nas delegacias da cidade, e a Polícia Militar só se pronunciou quando nós dá imprensa mostramos o caso. O Correio mostrou isso na quarta-feira (13). Sem falar que antes uma senhora, uma comerciante, foi morta em um tiroteio entre polícia e bandidos em plena principal rua do bairro do Cabula. O que está acontecendo? É falta de preparo da polícia?

Rui Costa: Olhe, é inadmissível. Isso não irei aceitar em hipótese nenhuma. Kátia, eu vou manter manter tudo aquilo que está funcionando, mas irei ser rigoroso. Irei mudar tudo o que precisa ser melhorado. Na polícia, muita coisa mudou e mudou para melhor. Antigamente, não tinha tinha viaturas nos municípios. Mais de 200 cidades sequer tinham viaturas. Os policiais não tinham armas, usavam aquele velho 38. A polícia foi reaparelhada. Hoje temos equipamentos, mas hoje vamos fazer investimentos fortes em treinamento, em investigação e na Corregedoria da polícia. Nós teremos na Polícia Civil e na Polícia Militar uma Corregedoria forte. Nós queremos uma policia cidadã. Fatos como esse são inaceitáveis e não podem se repetir e não vão se repetir.

Kátia Guzzo: O que acontece? Essas imagens foram muito claras. A abordagem foi violenta e o tiroteio da polícia foi em plena avenida principal de um bairro e às seis da tarde.

Rui Costa: Olhe, acho que nós precisamos de mais e mais treinamento. É isso que vamos fazer. Precisamos de uma polícia muito bem treinada para que fatos como esse, como também o que ocorreu em Amargosa, não se repitam por falta de treinamento. E, no caso do subúrbio, aqueles policiais têm que ser levados a julgamento para que seja feita a Justiça. Repito, a Bahia terá uma polícia cidadã, porque a grande maioria dos nossos policiais é pessoa séria, pais de família e quer ajudar a sociedade trazendo segurança. Vamos separar o joio do trigo.

Jefferson Beltrão: A Polícia Civil faz agora paralisação de 72 horas em protesto contra morte de 17 policiais de janeiro ao meio do ano, até agora. O que que é isso? É falta de preparo e de estratégia da polícia para evitar que situações como essa ocorram ou os bandidos é que não temem mais a polícia?

Rui Costa: Olhe, nós temos um problema grave de segurança no país inteiro e na Bahia não é diferente. Acontecem mortes de policiais no Rio, em Minas, São Paulo, Pernambuco. Precisamos rever. Na minha opinião, ter uma estratégia nacional com fundo nacional de segurança para que nós possamos reforçar o investimento na segurança pública. Aqui na Bahia, eu vou criar o BOPE, vou criar alguns pelotões especiais. E repito: fazer um forte investimento em inteligência para que a nossa polícia possa, inclusive, se antecipar aos fatos e aos crimes.

Kátia Guzzo: Vamos falar agora de saúde. Pacientes do interior continuam tendo que fazer peregrinações atrás de vagas de UTI, de exames mais complexos. Por que que isso ainda acontece? Por que a gente ainda não consegue dar atendimento? Muitos precisam recorre à Justiça e nem sempre são atendidos.

Rui Costa: Nós vamos resolver essa questão da regulação. Hoje a demanda é maior do que a oferta de serviços. Eu vou montar uma rede de saúde para regionalizar todo o atendimento de saúde. Estou garantindo que em quatro anos todos as regiões do estado serão capazes de atender e fazer cirurgias e fazer exames médicos. Além dessa rede, eu vou construir sete novos hospitais no estado inteiro para que você possa ter atendimento na sua região, seja cirurgia ortopédica, seja cirurgia contra câncer, seja qualquer tipo de serviço ou de exame. Eu vou regionalizar a saúde em quatro anos para que a regulação não seja um gargalo que impeça as pessoas de terem acesso ao serviço de saúde.

Jefferson Beltrão: Candidato, ao mesmo tempo que senhor pede mais saúde e segurança, que são essenciais para a população, defende a construção de uma ponte que ligaria Salvador à Ilha de Itaparica, uma ponte orçada em R$ 6 bilhões. Isso não é contra senso?

Rui Costa: Olhe, eu defendo obras estruturantes em nosso estado. Jefferson, a Bahia ficou muitos anos sem grandes obras. O metrô ficou parado 14 anos. Isso é inadmissível. O projeto da ferrovia, por exemplo, existia o projeto há 50 anos. Outros governantes não tiveram garra, não tiveram determinação para colocar esse projeto em prática. Nós vamos construir o Porto Sul, estamos construindo o novo aeroporto de Vitória da Conquista, vamos construir um grande aeroporto de cargas em Feira de Santana, o novo aeroporto de Ilhéus.

Jefferson Beltrão: Candidato, o senhor tem mais 30 segundos para as suas considerações finais.

Rui Costa: Olhe, eu queria dizer a você que está nos assistindo que eu quero ser um novo governador de uma nova Bahia. Uma Bahia moderna, uma Bahia de oportunidades, de uma Bahia que olhe para frente, que construa grandes projetos estruturantes. Eu quero lhe confessar que eu vou governar com o coração e com a alma daquele adolescente que crescer na periferia de Salvador. Com essa garra e com essa determinação que eu quero fazer e vou fazer mais e melhor pela nossa Bahia.

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