4 de ago de 2016

Noivo de professora morta em Riachão do Jacuípe é solto e será investigado em liberdade

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O almoxarife Cássio Fabrício Carneiro, de 29 anos, investigado por suspeita de envolvimento na morte da noiva, a professora Ienata Pedreira Rios, em Riachão do Jacuípe, na microrregião de Serrinha, foi liberado da cadeia nesta quinta-feira (4) após passar quase um mês preso. A informação foi divulgada pelo delegado da cidade, Sergio Vasconcelos.

Conforme o delegado, o prazo de 30 dias para conclusão do inquérito que apura o caso pela Polícia Civil expirou sem que ficasse comprovado o envolvimento de Cássio na morte da professora. Por conta disso, conforme Vasconcelos, a Justiça decidiu que o suspeito, que cumpria prisão temporária na delegacia da cidade de Teofilândia, continue sendo investigado em liberdade. O almoxarife deixou a cadeia por volta das 16h desta quinta-feira.

"O prazo de 30 dias acabou e algumas perícias não ficaram prontas. Até agora, não conseguimos levantar uma prova material contra ele. Existem apenas indícios, sem comprovação de autoria, e a Justiça entendeu que ele pode responder em liberdade. Ele, no entanto, continua sendo um suspeito e, quando o restante dos laudos chegarem, caso fique comprovado a autoria dele, iremos representar pela prisão preventiva", destacou o delegado.

O delegado informou que pediu à Justiça a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito até que os laudos pendentes sejam finalizados. Um dos laudos já prontos é o exame de esperma, que, segundo o delegado, apontou que não houve abuso sexual na vítima. "Pedimos a prorrogação por mais trinta dias. Isso [o pedido de prorrogação] sempre é feito quando o caso é de difícil elucidação. Esperamos que esse laudos fiquem prontos e, caso a gente consiga identificar a autoria, vamos representar pela prisão do autor e envolvidos".

As imagens dos pedágios da BR-324, que leva à Riachão do Jacuípe, confirmaram a passagem de Cássio nos horários das 14h32 e, no segundo, em Amélia Rodrigues, por volta das 16h20. Esse foi o momento em que o noivo se dirigia à cidade após tomar conhecimento da morte da professora. No entanto, a polícia estima que Ienata tenha sido assassinada entre 5h e 11h da manhã, período em que o noivo relatou estar dormindo. Para a polícia, o relato não é coerente porque Cássio ainda não conseguiu provar onde estava nesse intervalo.

Ainda de acordo com Vasconcelos, o almoxarife terá de seguir algumas condições impostas pela Justiça para que possa responder em liberdade. "Ele deve comparecer à Justiça a cada trinta dias, não pode se ausentar da cidade sem comunicar à Justiça e nem entrar em contato com familiares da vítima ou testemunhas", disse.

Outras pessoas que passaram pela rua de Ienata no dia do crime e que foram registradas em imagens de câmeras também estão sendo investigadas. A identidade delas não foi revelada para não atrapalhar as investigações. Ao longo do processo, mais de 18 pessoas foram ouvidas e mais testemunhas deverão depor. "Outras duas pessoas são suspeitas, mas estamos investigando todas as linhas de possibilidades. Não está descartado nenhuma hipótese. O crime pode ter sido cometido por uma ou por mais de uma pessoa", afirmou.

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