25 de nov de 2013

Rio Real: Major diz que PM teve acesso a lista de marcados para morrer

Redação Portal Clériston Silva PCS 

O comandante da 6ª CIPM (Rio Real), major Florisvaldo Ribeiro, acusado de comandar um grupo de extermínio, afirmou que os crimes pelos quais os policiais são acusados foram cometidos por traficantes de drogas da região, que tinham feito uma lista de pessoas destinadas a morrer. “Meu pecado é gostar muito de trabalhar e combater o crime. Essas mortes foram de autoria do tráfico e tinha até uma lista de pessoas marcadas para morrer. Tínhamos conhecimento disso“, disse em entrevista ao Correio.

As acusações foram feitas pelo juiz local, Josemar Dias, que diz ter deixado a cidade com medo de retaliações, e são investigadas pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Ministério Público. Florisvaldo Ribeiro conta que argumentou, em depoimento à Corregedoria, pela suposta ausência de provas. “Isso foi o que eu disse: compete a quem faz uma acusação provar o que está acusando”, declarou.

O major também criticou o prejuízo que a acusação traz à imagem dele e de sua família. “Tudo isso mancha nossa imagem, atinge meu filhos na escola, toda a minha família”, relatou. O corregedor-adjunto da PM, tenente-coronel Manoel Neto já ouviu policiais acusados pelo juiz e reiniciará os trabalhos nesta segunda-feira (25).

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