15 de abr de 2011

Operação que prendeu delegado de Gandu encontra armas e munição e prende mais oito pessoas

Oito pessoas de uma quadrilha, liderada pelo ex-delegado titular da cidade de Gandu, Madson Santos Barros, foram capturadas na madrugada desta quinta-feira (14), em cumprimento a mandados de prisão. O resultado da Operação Pojuca, realizada em conjunto pelas polícias Civil e Militar e com o apoio do Ministério Público, em Salvador, Pojuca, Catu, Simões Filho e Gandu, prendeu, além do delegado, um soldado da Polícia Militar, um ex-carcereiro e cinco ex-comissários de menores.

Na ação, nove pistolas (cinco .380 e quatro .40), uma espingarda calibre 12, quatro algemas, dois coletes balísticos, dois uniformes e um distintivo da Polícia Civil, além de munições de diversos calibres foram encontrados em poder dos acusados.

Em entrevista coletiva, realizada no auditório da Secretaria da Segurança Pública, o delegado-geral adjunto, Bernardino Brito Filho, explicou que a operação teve como objetivo desarticular um grupo formado por servidores públicos e por pessoas que se passavam por policiais. “Temos o dever de garantir a cidadania, o respeito e a paz social e não admitiremos ações criminosas praticadas por quem quer que seja e, em especial, por autoridades públicas”, afirmou.

Investigada há mais de um ano e quatro meses, a quadrilha é acusada da prática de inúmeros crimes, a exemplo de homicídio, extorsão e usurpação da função pública. “As investigações apontam que o grupo atuava, inicialmente, na Região Metropolitana de Salvador e que passou a agir em Gandu, com a transferência do delegado Madson para aquela cidade”, declarou a promotora Ediene Lousado, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco) do Ministério Público Estadual.

Responsável pelas apurações, a delegada Ana Carolina Oliveira, da Coordenadoria de Operações Especiais (COE), ressaltou que a quadrilha utilizava a estrutura da Polícia Civil, como viaturas, armas, algemas, coletes e distintivos da instituição, para praticar os delitos.

Além do delegado Madson Barros, estão presos na COE, sediada no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, o soldado PM Manoel Santos de Jesus, o ex-carcereiro Mílton de Jesus e os ex-agentes de proteção de menores Edmílson Ferreira Ramalho, Jimi Carlos Jardim, José Sérgio dos Santos de Jesus, João Batista Neto e Paulo César Góes Dias.

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