1 de mar de 2018

Servidor tem computadores apreendidos após ser acusado de espalhar ‘fake news’ em Conceição do Coité

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Através de uma determinação expedida pela justiça de Conceição do Coité, policiais, advogados e oficiais de justiça fizeram cumprir na manhã desta quinta-feira (1) dois mandados de busca e apreensão. O objetivo da operação foi apreender computadores suspeitos de serem utilizados como fonte de disseminação nas redes sociais de informações inverídicas, conhecida popularmente como Fake News, e agressões contra políticos locais.

O processo foi de autoria do deputado Alex da Piatã (PSD), um dos principais alvos das publicações, por intermédio do seu advogado Pedro Cedraz, que acompanhou todo o processo de busca e apreensão na casa do servidor público da prefeitura de C. do Coité, ex chefe do setor de Recursos Humanos, Jackson Ferreira, que confessou ser o autor das publicações.

De acordo com Cedraz, Jackson, em nenhum momento, se opôs ao entregar o material, estava tranquilo e, inclusive, se deixou filmar fazendo a confissão de ter feito as publicações no perfil falso do Facebook chamado de João Carneiro.

“Isso começou em 2012, quando o perfil foi criado, e por muito tempo compartilhava críticas a políticos, mas a forma como era feito se caracterizava de maneira errada. O perfil João Carneiro insinuou de que o parlamentar estadual havia pedido dinheiro para comprar votos, pois queria ‘mamar’. Foi por esse motivo que ingressamos com o processo”, explicou.

Jackson Ferreira usou um perfil falso de nome “João Carneiro” para acusar o deputado Alex da Piatã (PSD) de compra de votos. A notícia sugeria que Piatã teria “mamado” o dinheiro de Geddel (PMDB) e apresentava uma foto do parlamentar ao lado do ex-ministro
O procedimento foi feito da seguinte forma: o Facebook foi processado e obrigado a fornecer os dados do servidor de internet pelo qual a publicação foi feita. Uma vez identificado o servidor, este também foi processado e obrigado a fornecer os endereços de IP, mais precisamente dos computadores que foram utilizados para as publicações serem feitas, e foi a partir daí que o juiz de Coité deferiu a busca e apreensão para localizar as máquinas e assim se chegar ao suspeito.

Os policiais militares participaram com o intuito de proteger, principalmente, os oficiais responsáveis pela busca e apreensão. “Não sabíamos o que iríamos encontrar. Os policiais foram chamados pelos oficiais”, afirmou o advogado que também contou com o auxílio do bacharel em Direito Wagner Francesco na operação.

Ainda não há processo criminal e cível em andamento. “É importante destacar que a lei deve ser cumprida. Não adianta as pessoas se esconderem em perfis falsos ou nos lugares mais longínquos porque a lei sempre alcança essas pessoas. Não adianta se esconder da lei. Espero que todos tomem essa ação com educativa para entender que a gente pode exercer críticas, normal dentro do Estado democrático, mas dentro de um padrão razoável, lógico, educado e que não seja de maneira criminosa”, finalizou.

O deputado Alex da Piatã (PSD), ao comentar o fato, ressaltou que a justiça tarda, mas não falha. “Quero destacar que isso, em hipótese alguma, é uma censura. Todos têm direito de criticar e apontar desde que seja verdade e seja feito de uma forma ética e educada. Não fui pedir dinheiro a ninguém para comprar votos e quero que se prova isso. Foi uma calúnia e uma difamação contra a minha honra não só como político, mas como pai, chefe de família, empresário. O mais importante é o cumprimento da lei, apesar de desde 2012 eu, o prefeito Assis e até minha esposa Val sermos alvos deste perfil, mas a justiça está sendo feita”, declarou.

Computadores apreendidos serão periciados

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