17 de nov de 2015

Antônio Cardoso: Prefeito detido com CNH vencida na contramão nega desacato à PM

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O prefeito do município de Antônio Cardoso, Felicíssimo Paulino dos Santos Filho, detido após ser flagrado dirigindo na contramão e com a carteira de habilitação vencida, negou, em contato com o site G1 nesta terça-feira (17), ter desacatado policiais militares que o abordaram e ainda acusou um major da PM de agressão.

O caso aconteceu no último domingo (15) em Feira de Santana, a 69 km de Serrinha. O prefeito passava pela Avenida Getúlio Vargas, no centro da cidade, quando foi abordado pelos agentes. Segundo major Ribeiro, da 67ª Companhia Independente da PM, o prefeito teria ficado irritado e ainda teria desrespeitado os policiais e se recusado a entregar os documentos.

Felicíssimo Paulino admitiu que trafegava pela contramão no momento da abordagem e que está com a habilitação vencida, mas afirmou que não desrespeitou os policiais.

"Não teve nada disso. Não houve desacato. Estava almoçando em Feira e seguia para a minha residência [em Antônio Cardoso] quando fui abordado. Eu tinha dado uma 'roubadinha' e entrei na contramão por causa de uns pintos que eu estava levando para o meu sítio em uma bacia no banco de trás do carro. Como o ar-condicionado está quebrado e estava muito calor, fiquei com medo dos animais morrerem, e tentei chegar de forma mais rápida a um posto de gasolina que fica no local, mas eles me abordaram", disse

Felicíssimo afirmou que, após ouvir a sirene da viatura, parou imediatamente e colocou as mãos para cima. "Quando eu saltei do carro, os três policiais já estavam com arma em punho. Depois, eles queriam que eu botasse as mãos na cabeça, mas eu achei que não tinha necessidade. Então, começou uma discussão. O tenente foi chamado ao local e, quando chegou, ouviu apenas a versão dos policiais. Eu disse que era prefeito, mas ele disse que não queria saber. Depois, eu também disse que não queria saber que ele era tenente. Foi então que o coronel saltou da viatura e disse que eu estava preso", afirmou.

O prefeito disse que foi levado para a delegacia. "Eles me apresentaram, pegaram meu celular, minha carteira de habilitação, meus documentos do carro e depois me mandaram calar a boca. Foi então que o major Ribeiro pegou o meu braço e pegou na minha garganta, como se eu fosse um criminoso", relatou.

Nesta terça-feira (17), o Major Ribeiro, da 67ª CIPM, negou que tenha agredido o prefeito e voltou a afirmar que houve desacato por parte do gestor. "Foi conduzido de forma normal à delegacia e sequer foi algemado. Não houve agressão. Houve, sim, desacato por parte dele, por ter desrespeitado os policiais", disse.

Após ser ouvido na delegacia e liberado, o prefeito disse que foi até um hospital da cidade, para receber atendimento por causa da agressão, e, em seguida, fez exame de corpo de delito. "Vou na corregedoria, vou na OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e vou entrar com uma ação por agressão e ofensas morais. Sobre a carteira atrasada, eu fui errado e vou pagar por esse erro, mas o que quero questionar é o desacato que não houve e a agressão", disse o gestor, afirmando que deixou de renovar a carteira por ter motorista particular.

O delegado João Uzzum, titular da 1ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin), disse que a carteira de habilitação do prefeito está vencida desde novembro de 2011. Após ser ouvido, o político foi liberado.

"Ele foi detido por desobediência e desacato, por não ter obedecido ordem de parada dada pelos policiais e por ter ofendido os agentes. Após ser ouvido, foi lavrado termo circunstanciado e, depois, ele foi liberado. O carro, onde também foi encontrada uma faca de caça, foi apresentado na Ciretran [Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran)]", destacou.

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