6 de jan de 2018

Família de jovem que denunciou estupro em boate de Jacobina relata ameaças pelas redes sociais

Redação Portal Cleriston Silva PCS

A família da jovem de 18 anos que denunciou um homem de 34 anos por estupro, em Jacobina, no norte da Bahia, relatou que recebeu diversas ameaças pelas redes sociais. O suspeito, Marcus Machado, está preso na delegacia de Jacobina e também já responde a processo por estupro de vulnerável.

De acordo com um dos familiares da garota, após a publicação do caso da jovem nas redes sociais, ele e o irmão receberam mensagens com ameaças.

"Eu recebi uma mensagem com ameaça de morte. Que ela dizia para eu ficar esperto, que iam me pegar. O perfil, após a mensagem, foi deletado. Fui à delegacia e registrei o caso. Depois foi a vez do meu irmão. Ele recebeu essa mensagem [com ameaça] através de aplicativo. Nós queremos deixar claro que esse tipo de crime contra a mulher ele tem que ser combatido, mesmo sob essas ameaças, vamos continuar lutando e pedindo por Justiça”, contou o rapaz que preferiu não se identificar.

Conforme reforça Georgia Oliveira, coordenadora do Centro de Referência da Mulher em Senhor do Bonfim, que fica na região de Jacobina, a integridade das mulheres é uma responsabilidade que toda a sociedade precisa assumir.

"Infelizmente nós temos a cultura de silenciarmos certos crimes contra mulher ainda é pertinente à nossa sociedade devido à cultura machista. A gente vêm buscando romper esses paradigmas para ter êxito nesse enfrentamento e nesse combate", disse Georgia.

O crime de estupro é considerado hediondo e a pena inicial é em regime fechado. "Sendo julgado e condenado ao crime de estupro a pena mínima é de seis anos, a máxima 10. O juiz analisará as circunstâncias judiciais, o comportamento [do réu], os antecedentes e dará uma pena básica", explicou a advogada Ana Carolina Ventura.

"Eu só queria que isso tudo fosse um pesadelo, que tudo isso acabasse". Este foi o relato da jovem de 18 anos, moradora de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, que denunciou ter sido vítima de estupro em uma boate de Jacobina, no último domingo (31).

Marcus Machado foi preso suspeito do crime. Ele negou à polícia que tenha estuprado a jovem e afirma que a relação sexual foi consensual. Uma audiência de custódia prevista para a terça-feira (2) não aconteceu porque o Judiciário ainda está em recesso.

A vítima, que preferiu não se identificar, disse que tinha ido ao banheiro da boate e, quando voltou, não encontrou os amigos. "Eu vi que meus amigos tinham falado com o Marcus. Então, ele era um conhecido e poderia me ajudar a encontrá-los. E aí eu fui com ele porque, para mim, Marcus não parecia alguém que fosse me machucar", contou a jovem.

"E quando chegou num beco escuro, que eu acreditava que fosse uma saída, ele me empurrou na parede, ele segurou os meus braços e eu só conseguia ficar em choque. Eu só queria que aquilo tudo acabasse", destacou.

Na clínica particular onde foi atendida e examinada, em Senhor do Bonfim, a médica atestou que a jovem chegou à unidade com "rompimento himenal muito forte, com hematomas e fissuras rasas e profundas".

A defesa do suspeito informou que só vai se pronunciar após a conclusão do inquérito. A direção da boate onde o crime ocorreu publicou nota em redes sociais informando que vai colaborar com as investigações da polícia.

Em nota, o MP-BA informou que as apurações realizadas pela Polícia Civil e complementadas pelo Ministério Público Estadual identificaram provas e indícios suficientes de autoria e materialidade delitivas.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) que o suspeito de estuprar a jovem dentro de uma boate em Jacobina, já responde a um outro processo pela suspeita de ter cometido o mesmo crime contra uma criança de oito anos.

Na quarta-feira (3), o delegado Eduardo Brito, titular da 16ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Coorpin/Jacobina), já tinha antecipado à reportagem que Marcus Rodrigues Machado, de 34 anos, respondia a processo de estupro de vulnerável. Entretanto, a idade da suposta vítima ainda não tinha sido informada.

Segundo o MP-BA, o crime contra a criança teria ocorrido no município de Capim Grosso, a cerca de 60 quilômetros de Jacobina, no ano de 2014. O processo corre em segredo de Justiça.

Com relação ao caso da boate, Marcus negou à polícia que tenha estuprado a jovem e afirma que a relação sexual foi consensual. Uma audiência de custódia prevista para a terça-feira (2) não aconteceu porque o Judiciário ainda está em recesso. As informações são do G1/Bahia.

Suspeito está preso na delegacia de Jacobina, onde situação foi registrada

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