4 de set de 2017

Adolescente que matou o pai em Esplanada vai responder em liberdade

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O revólver calibre 32 usado no crime foi apreendido
O adolescente de 17 anos que matou o pai Alexandre Pimenta, no último sábado, 2, vai responder pelo homicídio em liberdade. Segundo Wagner Marinho, titular da delegacia do município, a decisão foi tomada com base em depoimentos de testemunhas já prestados na unidade policial. O crime aconteceu em uma casa no Condomínio Solares, no município de Esplanada (a 175 quilômetros de Serrinha).

"Alexandre (que era médico) invadiu a casa da ex-esposa e, quando viu a ex-sogra lá, desferiu um soco no rosto da mulher de 71 anos. Ela caiu e bateu com a cabeça no chão", disse o delegado nesta segunda-feira, 4, ao Portal A Tarde.

Ainda de acordo com a polícia, Alexandre, armado com um revólver calibre 32, após agredir a idosa, disse que iria matá-la. O filho, também armado com o revólver calibre 38, em meio à confusão e no intuito de proteger a avó, disparou contra o pai, que morreu no local.

Segundo Marinho, a arma usada no crime foi dada pelo próprio Alexandre ao filho quando ele tinha 14 anos. O revólver 32 foi encontrado. Já o de calibre 32, o adolescente jogou em um matagal atrás da casa. A polícia ainda não localizou.

Conforme o delegado, a ex-mulher Mônica Figueiredo, que também é médica, já tinha um histórico de agressões ocasionadas por Alexandre. "O casal se conheceu na faculdade e cursou medicina junto. Ele a espancava desde que namoravam. Então, cansada das agressões, ela pegou as coisas, o filho e saiu de casa, indo morar em outra casa que pertence a ela, aqui mesmo no município", completou.

"Alexandre, inconformado com a atitude dela, resolveu ir até a residência", acrescentou Marinho.

O casal estava junto há mais de 15 anos. Além de agredir Mônica, ele também agredia o filho desde criança. "O rapaz, além de ter sido vítima várias vezes, também presenciou a agressão do pai contra a mãe. Ele cresceu vendo isso", disse Marinho.

"Ele (Alexandre) tem um histórico de violência na sociedade. Ele era muito agressivo, mas isso no meio social. Na delegacia, não há nenhum registro", finalizou Wagner Marinho.

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