19 de set de 2017

PF deflagra ações para investigar fraudes em quatro cidades baianas

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Duas operações simultâneas da Polícia Federal (PF) foram deflagradas na manhã desta terça-feira, 19, nas cidades baianas de Palmas de Monte Alto, Aracatu, Riacho de Santana e Botuporã. As ações (Chronos e Syagrus) acontecem em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU).

Segundo a PF, são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, 10 de conduta coercitiva e oito de medidas cautelares. O prefeito e o secretário de Administração e Finanças de Aracatu, Sérgio Silveira Maia e Antônio Maia, respectivamente, e servidores públicos de Palmas de Monte Alto foram afastados das funções públicas.

O objetivo é investigar fraudes nos processos licitatórios e execuções de contratos de prestação de serviços de limpeza, asseio e conservação diária em prédios dos municípios de Aracatu e Palmas, entre os anos de 2014 e 2017.

As investigações iniciaram a partir de inquéritos instaurados pela delegacia da PF de Vitória da Conquista, que detectaram que uma empresa - vencedora de licitações nos dois municípios - era de "fachada".

Ainda de acordo com a PF, muitos dos empregados contratados desta empresa seriam "fantasmas" ou prestavam serviços em estabelecimentos desativados, como em escolas. Os valores recebidos pela empresa, segundo as investigações, eram repassados a servidores municipais ligados ao ex-prefeito de Palmas de Monte Alto ou a familiares do atual prefeito de Aracatu.

De acordo com as investigações, eles utilizavam apenas parte do dinheiro para remunerar pessoas da zona rural ou adolescentes para a execução do objeto do contrato, sendo que, o restante era apropriado indevidamente.

As investigações apontam que, entre abril de 2014 e maio de 2016, a prefeitura de Palmas repassou à empresa o valor de R$ 652.297,20, e a prefeitura de Aracatu repassou, desde a celebração do contrato em 2015 até hoje, a quantia de R$ 4.064.217,25. Destes, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou o bloqueio de R$ 3.192.388,27 em razão das fraudes constatadas. (A Tarde)

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