24 de mar de 2016

Lídice da Mata foi a senadora mais cara da Bahia em 2015, apontam dados do Congresso

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Lídice da Mata (PSB) foi a senadora baiana que mais pediu reembolso ao Congresso, através das cotas parlamentares, em 2015. De acordo com uma consulta aos dados abertos da Casa Legislativa, a socialista solicitou reembolso de R$ 406,6 mil no último ano, número que a coloca como a 19ª que mais pediu reembolso ao Senado. A líder no quesito é Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), com R$ 514,4 mil.

Entre gastos como passagens aéreas, aluguel de imóveis, alimentação e combustível, todos os parlamentares da casa custaram, juntos, R$ 24,3 milhões aos cofres públicos. Lídice consome notoriamente mais do que os outros dois baianos no Senado. Walter Pinheiro (PT) reembolsou R$ 175,5 mil e Otto Alencar (PSD), R$ 170,7 mil, o que os colocam como 70º e 71º, respectivamente, dos 105 senadores que exerceram mandato em 2015 – considerando suplentes que também assumiram o cargo.

Os gastos da líder do PSB baiano que se destacam como maiores do que os dos demais são com “aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles” e “passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais”. Na primeira categoria, ela gastou R$ 114,5 mil, contra R$ 88,6 mil de Pinheiro e R$ 24,2 mil de Otto – o detalhamento mostra que R$ 45 mil foram para a FMG Empreendimentos e Participações LTDA, empresa com sede no Rio Vermelho, em Salvador. Já na segunda, Lídice gastou R$ 105 mil, enquanto o membro do PSD gastou R$ 39,2 mil e o do PT, R$ 25,1 mil.

Da verba para passagens, R$ 62,2 mil (mais do que o total gasto pelos senadores somados) foram gastos com a empresa LM Turismo, sediada em Brasília, sendo que apenas cinco das 88 passagens compradas em 2015 foram justificadas: quatro como viagens de Lídice e uma como de integrantes de sua assessoria.

A socialista também foi a que mais pediu reembolso em todas as categorias de cotas parlamentares entre os baianos - inclusive foi a única a pedir reembolso por “divulgação da atividade parlamentar” (R$ 36,8 mil) - com exceção de “locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes”. O líder nesta categoria é Otto Alencar, que pediu R$ 87,2 mil.

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