16 de out de 2017

Professores de Teofilândia denunciam atrasos de salários; vencimentos de setembro ainda não foram pagos

Redação Portal Cleriston Silva PCS






Professores que trabalham na rede municipal de educação do município de Teofilândia, na microrregião de Serrinha, estão reclamando de atrasos salariais pelo segundo mês consecutivo. A categoria não recebe salários regularmente desde agosto deste ano. “O salário do mês de agosto foi pago no dia 15 de setembro e o de setembro não tem previsão de quando será pago. Estamos vivendo um verdadeiro massacre, sem data definitiva para o nosso pagamento”, denuncia uma professora, que pediu para não ser identificada por medo de retaliações.

“As verbas são federais, a gente sabe que o dinheiro está lá. Só não sabemos quem está administrando o dinheiro, não sabemos quem vai repassar, porque não é justo a gente trabalhar o mês inteiro e não ter nem o que comer em casa praticamente”, relatou outra docente. Ela diz ainda que alguns contratados do setor da educação já receberam o pagamento referente ao mês de setembro. No entanto, os efetivos não receberam salário algum.

Segundo os professores, desde que perceberam a irregularidade no pagamento de salários, eles buscam respostas junto à secretaria de educação do município, mas sem resultado. “Nós temos um sindicato. Ele [o sindicato] dá apoio, mas também não tem respostas, porque o gestor e a secretária tratam o assunto com negligência”, contou.

Cansados de esperar por respostas, os professores fizeram uma manifestação na tarde da última terça-feira, dia 10. Segurando faixas e cartazes com dizeres como "A educação de Teofilândia está de luto” e "Gestor pague o nosso salário”, os educadores percorreram as principais ruas da cidade denunciando as irregularidades.

Com dívidas pendentes, uma outra professora está preocupada, e diz que se sente humilhada. “Até porque a gente tem compromisso e não sabemos a quem apelar. As pessoas para quem a gente deve, perguntam e ficamos até com vergonha de explicar a situação. Por isso procuramos os canais de comunicação para fazer essa denúncia. O prefeito está fazendo pouco da nossa cara”, reclamou.

A reportagem do Portal Cleriston Silva - PCS - tentou falar com a secretária de Educação da cidade Adriana Oliveira, mas não conseguiu contato por meio do telefone disponibilizado por um funcionário da pasta. O prefeito Tércio Nunes também foi procurado por telefone, mas as ligações não foram atendidas.

APLB - Em nota de repúdio, a APLB (Associação dos Professores Licenciados da Bahia), diz que a postura cruel do gestor acarreta danos à saúde dos servidores, prejuízos financeiros e destrói a dignidade daqueles que dedicam suas vidas na missão de formar cidadãos. Ainda de acordo com a instituição, o caso já foi denunciado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).

“A conduta do prefeito é inadmissível e deve ser punida. Os professores não merecem continuar a viver com tal insegurança, vendo mês após mês o gestor pagar os professores na data que bem entende. Enquanto isso, as contas que chegam as casas desses professores vão se acumulando, assim como os juros. As despensas ficando vazias e os remédios deixam de ser comprados. A postura cruel do gestor acarreta no acúmulo de dívidas, na perda da saúde e acaba a dignidade daqueles que se dedicam há anos na prestação de serviços levando conhecimentos para uma sociedade melhor. O gestor não está acima da Lei e deve ser penalizado por sua postura ilegal”, diz um trecho da nota.  

Leia abaixo a íntegra da nota:

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