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cleristonsilva.com

25 de abr. de 2020

Homem apontado como homicida é morto a tiros em Biritinga

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O ex-presidiário Gilson Souza Santos, de 35 anos, foi morto a tiros, no bairro Portelinha, em Biritinga, na noite desta sexta-feira (24). De acordo com informações colhidas pela reportagem, o caso ocorreu por volta das 20h, na Rua Nova Soure. O PCS apurou que a 3ª CIA foi acionada para atender uma denúncia de disparos de arma de fogo contra um rapaz no local.

Quando chegou, a guarnição encontrou o corpo do ex-presidiário, cujo apelido era "Ninho Pitbull", isolou a área e acionou equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica, para realização de perícia e remoção do corpo.

A vítima tinha passagem por homicídio e tinha saído recentemente do presídio, onde cumpria pena pelo crime. Ele também era suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Não há informações sobre autoria e motivação do crime. *Com colaboração do repórter Reny Maia

Casal flagrado transportando drogas em Quijingue

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Um casal foi preso por equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE/Nordeste), na madrugada deste sábado (25), com 25 quilos de maconha. O flagrante ocorreu no povoado de Santo Antônio, pertencente ao município de Quijingue, a 160 km de Serrinha.

As equipes realizavam a operação Varredura para combater crimes contra instituições financeiras e perceberam um veículo modelo Etios, placa OKX 0G48, em alta velocidade. No automóvel, ocupado por um casal, os policiais encontraram duas embalagens grandes do entorpecente.

De acordo com o major Wellington Morais dos Santos, comandante da CIPE Nordeste, o casal havia adquirido a droga por R$ 14 mil em Cabrobó e levaria para Feira de Santana. Os traficantes foram conduzidos para a Delegacia Territorial de Euclides da Cunha, onde foram autuados em flagrante.

24 de abr. de 2020

Colisão entre motos deixa um morto e dois feridos em São Domingos

Redação Portal Cleriston Silva PCS

Esdras Arthur de Almeida Cunha, de 24 anos, morreu e o seu irmão, Filipe de Almeida Cunha, de 22, ficou ferido após a motocicleta em que estavam colidir com outra na noite desta sexta-feira, 24, em São Domingos (distância de 73 km de Serrinha).

O acidente aconteceu na BA-416, perto da comunidade Baixa da Cacimba, na região do povoado São Pedro. Segundo apurou a reportagem do PCS, o condutor da outra moto, identificado como Cornélio de Matos, de 41, também ficou ferido, porém sem gravidade.

Esdras Arthur foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal, onde foi constatado o óbito. O irmão dele também foi levado para a unidade de saúde, mais não há mais detalhes sobre o seu estado de saúde. As causas do acidente serão investigadas.

Terra Nova: Prefeita é multada em R$ 49,3 mil e tem contas de 2018 rejeitadas

Redação Portal Cleriston Silva PCS

A prefeitura de Terra Nova, a 128 km de Serrinha, teve as contas de 2018 rejeitadas. Em sessão desta quinta-feira (23), o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) multou a prefeita Marineide Pereira Soares em valor total de R$ 49,3 mil. Desse montante, R$ 45,8 mil devido à extrapolação de limite com despesa de pessoal. Outros R$ 3,5 mil foram referentes a outras irregularidades apontadas no relatório do conselheiro substituto Cláudio Ventin.

Conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as prefeituras podem investir até 54% da receita corrente líquida em gastos com pessoal. A prefeitura de Terra Nova gastou 61,93% desta receita. A prefeita também deverá ressarcir aos cofres municipais de R$23,5 mil por conta de gastos indevidos com juros e multas incidentes sobre obrigações correntes pagas em atraso.

O relator ainda apontou outras irregularidades, como não comprovações de incentivo à participação popular e realização de audiências públicas durante a elaboração e discussão do planejamento, além de diversas inconsistências contábeis. Ainda cabe recurso da decisão.

Nova Soure receberá R$ 40 mil de processos penais para combate à crise provocada pelo coronavírus

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O Município de Nova Soure receberá R$ 40 mil provenientes de depósitos realizados a título de transação penal de processos em trâmite na comarca para compra de equipamentos médicos e mantimentos necessários à alimentação da população carente durante a pandemia do coronavírus. A iniciativa da Justiça levou em consideração um parecer emitido pelo Ministério Público estadual, por meio do promotor de Justiça Fábio Brito da Rocha Miranda, que opinou favoravelmente ao repasse dos recursos. Ele indicou todas as condicionantes que deveriam ser seguidas pelo Município, que foram acolhidas pelo juiz Daniel Pereira Pondé em sua decisão. “Prezamos pela austeridade nos gastos públicos, especialmente em ano eleitoral, evitando assim o desequilíbrio do pleito que se avizinha”, destacou o promotor de Justiça Fábio Brito.

Em seu parecer, o promotor de Justiça destacou a necessidade de que o depósito dos recursos seja realizado em conta específica aberta pela Administração Pública para essa finalidade em instituição bancária oficial, da qual será dada ampla publicidade aos órgãos de controle, inclusive ao MP. Além disso, o Município deve fazer a prestação das contas, assegurando a publicidade e a transparência na destinação dos recursos; não deve fazer uso promocional em favor de agente público, candidato, partido ou coligação, da distribuição gratuita de alimentos; e deve observar, na publicidade dos atos, programas, serviços e campanhas dos órgãos públicos, a ausência de nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos, para que não se vincule a imagem dos mesmos à distribuição gratuita de alimentos à população.

O promotor de Justiça ressaltou também a necessidade de adoção de critérios objetivos no momento da distribuição dos mantimentos, “tanto no que diz respeito à escolha dos beneficiários, quanto à quantidade/qualidade dos itens destinados a cada um”. Na decisão, o juiz definiu que metade do valor deverá ser utilizado para aquisição de materiais e equipamentos médicos necessários ao combate da pandemia e metade para aquisição de alimentos e itens de higiene pessoal para serem distribuídos à população.

MP recomenda paralisação de serviços não essenciais para evitar aglomeração em Miguel Calmon

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O Ministério Público estadual, por meio do promotor de Justiça Rodolfo Ribeiro de La Fuente, recomendou ao município de Miguel Calmon, distante 234 km de Serrinha, que paralise imediatamente todas as atividades e serviços não essenciais na cidade com o objetivo de evitar aglomeração de pessoas durante a pandemia do coronavírus.

No documento, ele citou exemplos de atividades não essenciais tais como academias de ginástica e eventos religiosos de qualquer natureza. O MP orienta também que o município adie ou cancele imediatamente eventos e shows, sejam públicos ou particulares, e se abstenha de expedir alvarás e autorizações para a realização de eventos particulares; e que adote políticas públicas de prevenção, encaminhando documento comprovatório de publicações de informações quanto à correta orientação da população envolvida.

Além disso, o MP recomendou que a administração municipal realize campanha oficial, através dos meios de comunicação adequados, informando a população envolvida quanto aos riscos de letalidade para a população jovem, para os idosos e para as pessoas com comorbidades, além de explicações claras a acerca da necessidade de evitar aglomerações para impedir a contaminação em larga escala da população.

MP pede informações sobre recursos para merenda escolar em São Gonçalo dos Campos

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O Ministério Público estadual solicitou que a Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo dos Campos apresente as contas municipais dos recursos repassados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e relatório elaborado por nutricionista sobre as necessidades alimentares das crianças e adolescentes no período de quarentena. A solicitação foi realizada em ofício encaminhado hoje, dia 23, pela promotora de Justiça Ítala Maria Braga. Ela estabeleceu prazo de cinco dias para o envio das informações.

No ofício, a promotora de Justiça orientou que a distribuição da merenda escolar seja realizada de forma a evitar aglomerações. Para isso, foi sugerido o agendamento de horários de retirada dos alimentos, com adoção de medidas sanitárias de prevenção e proteção, garantindo a preservação da saúde dos servidores envolvidos e eventuais voluntários.

Moro tem áudios de conversas com Bolsonaro, diz jornal

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro dispõe de uma série de mensagens de áudio e de texto trocadas com o presidente Jair Bolsonaro ao longo dos quase 14 meses em que participou do governo, desde que largou a toga e os processos penais da Lava-Jato.

Boa parte das acusações feitas por Moro contra Bolsonaro, que em seu discurso de despedida deixou margem para entendimento de que o presidente cometeu crimes de responsabilidade, está amparada em material que, no limite, pode ser usado como prova documental.

Em seu pronunciamento, Moro apontou indícios de ao menos seis tipos de crimes que podem ter sido cometidos por Bolsonaro no exercício do cargo, de acordo com avaliações de criminalistas ouvidos pela reportagem.

Com a experiência de 22 anos na magistratura federal, é de se esperar que Sergio Moro não faça acusações com base em ilações, mas sim fundamentadas em indícios mínimos que tipifiquem eventuais condutas ilícitas por parte do presidente.

A acusação de que Bolsonaro tentou – e ainda tenta – controlar a Polícia Federal (PF) para ter acesso a investigações sigilosas, inclusive as que tramitam sob segredo no Supremo Tribunal Federal (STF), é considerada uma das mais graves e foi tema de conversas entre os ministros da mais alta Corte, como revelou mais cedo o Valor.

O Planalto já pode estar na mira do inquérito das Fake News que tramita no STF, que chegou à identidade de financiadores de ataques nas redes sociais à oposição a Bolsonaro. *Reportagem publicada originalmente no portal do Jornal Valor Econômico

Moro exibe troca de mensagens em que Bolsonaro cobra mudança no comando da PF

Redação Portal Cleriston Silva PCS






O ex-ministro da Justiça Sergio Moro exibiu nesta sexta-feira (24) à TV Globo uma troca de mensagens entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, ocorrida nesta quinta (23), na qual Bolsonaro cobrou mudança no comando da Polícia Federal.

Mais cedo, nesta sexta, ao anunciar que havia decidido deixar o cargo, Moro afirmou que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF ao decidir demitir o agora ex-diretor-geral da corporação Maurício Valeixo.

Depois, também em pronunciamento, Bolsonaro afirmou que as declarações de Moro eram infundadas e que ele não havia tentado interferir na Polícia Federal.

Após o pronunciamento de Bolsonaro, a TV Globo cobrou de Moro provas de que as declarações tinham fundamento. O ex-ministro mostrou, então, a imagem de uma troca de mensagens entre ele e o presidente, ocorrida nesta quinta.

O contato é identificado por "presidente novíssimo", indicando ser o número mais recente de Bolsonaro. A imagem mostra que o presidente enviou a Moro o link de uma reportagem do site "O Antagonista" segundo a qual a PF está "na cola" de dez a 12 deputados bolsonaristas.

O presidente, então, escreveu: "Mais um motivo para a troca", se referindo à mudança na direção da Polícia Federal.

Sergio Moro respondeu ao presidente explicando que a investigação não tinha sido pedida pelo então diretor da PF, Maurício Valeixo. Moro enviou a mensagem: "Esse inquérito é conduzido pelo ministro Alexandre, no STF", se referindo ao ministro Alexandre de Moraes

Moro prossegue: "Diligências por ele determinadas, quebras por ele determinadas, buscas por ele determinadas". E finaliza: "Conversamos em seguida, às 0900", referindo-se ao encontro que os dois teriam.






Indicação para o Supremo - O Jornal Nacional também cobrou de Sergio Moro provas de que ele não havia condicionado a troca no comando da Polícia Federal à sua indicação para o Supremo Tribunal Federal, uma acusação feita pelo presidente Bolsonaro no pronunciamento.

O ex-ministro mostrou ao JN a imagem de uma troca de mensagens com a deputada federal Carla Zambelli (PSL), aliada de primeira hora de Bolsonaro. Ela, inclusive, estava nesta sexta ao lado do presidente durante o pronunciamento.

A deputada Carla Zambelli afirmou que não vai comentar a troca de mensagens. Na troca de mensagens, Carla Zambelli diz: "Por favor, ministro, aceite o Ramage", numa referência a Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem é um dos candidatos de Jair Bolsonaro para a Direção-Geral da Polícia Federal.

Parte da deputada a proposta para que Sergio Moro aceite a mudança na PF em troca da nomeação dele para o Supremo Tribunal Federal. "E vá em setembro pro STF", enviou a deputada. "Eu me comprometo a ajudar", acrescentou. "A fazer JB prometer", completou. Sergio Moro, então, rechaça a proposta: "Prezada, não estou à venda".

Carla Zambelli, então, continua a argumentar: "Ministro, por favor, milhões de brasileiros vão se desfazer". Em seguida, ela responde à mensagem de Moro de que não estaria à venda. "Eu sei", diz. "Por Deus, eu sei", acrescenta.

"Se existe alguém que não está à verba é o senhor". A palavra "verba", neste caso, parece ser "venda", com erro de digitação.

Moro finaliza a conversa dizendo: "Vamos aguardar, já há pessoas conversando lá". Segundo o ex-ministro, era uma referência à tentativa de aliados de convencer o presidente a mudar de ideia. (Fonte G1)

Procurador-geral da República pede ao STF inquérito para investigar acusações de Moro contra Bolsonaro

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (24) para abrir um inquérito sobre os fatos narrados e as declarações feitas pelo então ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.

Entre as providências, o procurador-geral solicita ao Supremo a oitiva de Sergio Moro em razão da abertura do inquérito. O ministro anunciou um pedido de demissão do cargo na manhã desta sexta, após Jair Bolsonaro exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Leite Valeixo.

Caberá a um ministro relator – ainda a ser definido na Corte – dar o aval e abrir a investigação.

A PGR aponta, em tese, crimes de:

- falsidade ideológica;

- coação no curso do processo – uso de violência ou ameaça contra uma pessoa em processo judicial ou administrativo, por interesse próprio;

- advocacia administrativa – promoção de interesse privado na administração pública;

- prevaricação – quando o agente público retarda ou não pratica ato previsto em lei para satisfazer interesse pessoal;

- obstrução de justiça;

- corrupção passiva privilegiada;

- denunciação caluniosa e crimes contra a honra – calúnia, injúria e difamação.

“A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de Ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao Presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa”, aponta o procurador-geral.

“Indica-se, como diligência inicial, a oitiva de Sergio Fernando Moro, a fim de que apresente manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão". (G1)

Bolsonaro diz que Moro aceitaria demissão de Valeixo depois de ser indicado para o STF

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento no final da tarde desta sexta-feira (24) no qual afirmou que o ex-ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro disse a ele que aceitaria a substituição do diretor-geral da Polícia Federal, mas em novembro, depois de ser indicado para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Mais cedo, nesta sexta, Sergio Moro anunciou demissão do cargo porque, segundo o ex-ministro, Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal ao decidir demitir o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo.

"Mais de uma vez, o senhor Sergio Moro disse para mim: 'Você pode trocar o Valeixo sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o STF'", declarou. Para Bolsonaro, Moro tem compromisso "com o próprio ego", "consigo próprio" e "não com o Brasil". Antes de fazer o pronunciamento, o presidente da República afirmou em uma rede social que iria restabelecer "a verdade" na fala à imprensa.

"Sabia que não seria fácil. Uma coisa é você admirar uma pessoa. A outra é conviver com ela, trabalhar com ela. Hoje pela manhã, por coincidência, tomando café com alguns parlamentares eu lhes disse: 'Hoje, vocês conhecerão aquela pessoa que tem compromisso consigo próprio, com seu ego e não com o Brasil'", declarou.

Bolsonaro fez a manifestação no Palácio do Planalto, de pé, acompanhado de ministros do governo. "Hoje, essa pessoa vai buscar essa maneira de botar uma cunha entre eu e o povo brasileiro. Isso aconteceu há poucas horas", disse, em referência a Moro. Bolsonaro disse que pedia a Moro um relatório diário sobre atividades da Polícia Federal, a fim de poder tomar decisões.

"Sempre falei para ele: 'Moro, não tenho informações da PF. Eu tenho que ter, todo dia, um relatório do que aconteceu, em especial nas últimas 24 horas, para poder decidir o futuro da nação'. Nunca pedi a ele o andamento de qualquer processo, até porque a inteligência, com ele, perdeu espaço na Justiça, quase que implorando informações. E assim eu sempre cobrei informações dos demais órgãos de inteligência do governo, como a Abin, que tem à frente um delegado da PF", declarou.

Ele afirmou que não precisa de autorização para trocar qualquer ocupante de cargo no Executivo. "Falava-se em interferência minha na PF. Oras bolas, se posso trocar ministro, por que não posso, de acordo com a lei, trocar o diretor da PF? Não tenho que pedir autorização para ninguém para trocar diretor ou qualquer outro que esteja na pirâmida hierárquica do Poder Executivo", declarou.

Segundo o presidente, a Polícia Federal se preocupou mais em identificar os autores do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) que investigar o atentado que ele, Bolsonaro, sofreu durante a campanha eleitoral.

"A PF mais se preocupou com a Marielle do que com o seu chefe supremo. Eu acho que todas as pessoas de bem no Brasil querem saber – entendo senhor ex-ministro, entre o meu caso e o da Marielle, o meu está muito menos difícil de se solucionar", afirmou. "Acredito que a vida do presidente da Republica tem significado. Isso é interferir na Polícia Federal?", complementou.

Sobre a acusação de Moro de que pediu para trocar o diretor-geral da PF para ter acesso a investigações e inquéritos, Bolsonaro negou. "Nunca pedi para ele para que a PF me blindasse onde quer que fosse", disse.

Em um trecho do pronunciamento, Bolsonaro reforçou que a indicação do diretor-geral da PF cabe a ele e que, se um dia ele se "submeter a qualquer subordinado", deixará de ser presidente. "Eu interajo com os homens da inteligência das Forças Armadas se preciso for, interajo com a Abin, interajo com qualquer um do governo. Sempre procuro o ministro, mas, numa necessidade, falo diretamente com o primeiro escalão daquele ministro", destacou.

Bolsonaro disse ainda não ter "mágoa" de Moro, mas ressaltou que, aos deputados, disse que eles iriam saber quem não o quer "na cadeira presidencial". O presidente afirmou também que, se Moro gostaria de ter "independência e autoridade", deveria ser candidato. "Eu não posso conviver ou fica difícil a convivência com uma pessoa que pensa bastante diferente de você", acrescentou

Maia convoca reunião para avaliar acusações de Moro contra Bolsonaro

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convocou parlamentares para uma reunião informal na residência oficial para avaliar a gravidade das denúncias feitas ex-ministro da Justiça a respeito do presidente Jair Bolsoanaro. As informações são do UOL.

Os deputados que participarão do encontro julgam que as denúncias do ex-ministro da Justiça, apresentadas no pedido de demissão nesta sexta-feira, 24, são graves e precisam ser investigadas para determinar se há crime de responsabilidade para um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com informações do UOL, os deputados farão avaliações sobre o cenário político do momento e debaterão se há ou não um crime de responsabilidade. Um dos questionamentos é se Moro testemunharia em uma investigação formal e repetiria que o presidente Jair Bolsonaro pediu informações e relatórios de inteligência da Polícia Federal.

"As consequências desse indício de crime de responsabilidade serão uma pressão enorme pela abertura de um processo de impeachment. O impeachment não é um processo só jurídico. É jurídico e político. Tem que ter crime e condições políticas. Os fatos são graves", disse um parlamentar reservadamente ao UOL.

Saída do ex-ministro Sérgio Moro causa revolta, e Senado cogita impeachment

Redação Portal Cleriston Silva PCS

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo, deixando o governo do presidente Jair Bolsonaro após quase 16 meses à frente da pasta. Ao anunciar sua decisão, Moro lamentou ter que reunir jornalistas e servidores do órgão em meio à pandemia do novo coronavírus para anunciar sua saída, mas esta foi “inevitável e não por opção minha”.

Em um pronunciamento de 38 minutos, Moro afirmou que pesou para sua decisão o fato de o governo federal ter decidido exonerar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo. O decreto de exoneração foi publicado nesta sexta, 24, no Diário Oficial da União. É assinado eletronicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e por Moro, e informa que o próprio Valeixo pediu para deixar o comando da corporação.

Na internet, a mobilização é grande não apenas pela saída do, agora, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, mas da suposta exoneração de Maurício Valeixo. A deputada federal Dayane Pimentel postou no twitter: "O discurso do maior símbolo da lava jato, o maior símbolo do combate à corrupção, Ministro Sérgio Moro, foi claro. Bolsonaro é um mentiroso. Traiu a todos e inventou que havia sido traído. Mentira. Rompi com ele por todas as suas incoerências, mentiras e ações p proteger brandidos", disse.

Bahia registra mais duas mortes e 117 novos casos de coronavírus; estado se aproxima da marca de dois mil casos

Redação Portal Cleriston Silva PCS

A Bahia registrou, nas últimas horas, mais duas mortes e 117 novos casos de coronavírus, segundo boletim divulgado no início da tarde desta sexta-feira (24) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). O número total de pessoas que foram diagnosticadas com a doença em território baiano é de 1.962, dos quais 202 são profissionais de saúde. O total de mortes é de 64.

O 63º óbito ocorreu na última quinta-feira (23), em um hospital público de Salvador. A paciente era uma mulher de 63 anos, com histórico de doença respiratória crônica e doença renal crônica, residente de Catu, mas cuja contaminação ocorreu na capital, tendo em vista que desde março permanecia em Salvador.

A 64ª morte ocorreu na terça-feira (21), também em um hospital público da capital baiana. O exame para coronavírus foi realizado após o óbito e teve o resultado divulgado na última quinta-feira (23). A paciente era uma mulher de 34 anos, residente em Salvador.

Das 64 mortes, 35 ocorreram em Salvador. As demais estão distribuídas entre os municípios de Adustina (1); Água Fria (1); Araci (1); Belmonte (1); Capim Grosso (1); Catu (1); Feira de Santana (1); Gongogi (2); Ilhéus (3); Ipiaú (1); Itabuna (2); Itagibá (1); Itapé (1); Itapetinga (1); Juazeiro (1); Lauro de Freitas (5), um dos óbitos era residente no Rio de Janeiro; Uruçuca (3); Utinga (1); Vitória da Conquista (1). Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 12 horas desta sexta-feira (24).

No momento, 227 pacientes estão internados com coronavírus na Bahia, sendo 68 em UTI. Foram registrados 5.360 casos descartados e 11.036 notificações. Considerando o número de 446 pacientes recuperados e 64 mortes, 1.452 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da COVID-19, o que são chamados de casos ativos.

Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais. Um novo boletim com a descrição detalhada do local de ocorrência dos casos será publicado a partir das 17h de hoje.

Moro reconhece que PT deu autonomia à PF e critica aparelhamento da polícia por Bolsonaro

Redação Portal Cleriston Silva PCS

No pronunciamento em que anuncia sua saída do ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, Sergio Moro paradoxalmente reconheceu a autonomia possibilitada pelo governo anterior, da ex-presidente Dilma Rousseff, às instituições responsáveis por investigações, como a Polícia Federal, assegurando assim o andamento da Lava Jato.

Ponto importante do pronunciamento foi a acusação de que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao revelar que queria trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas sobre investigações que envolvam sua família.

“Na Lava Jato, eu sempre tive um receio constante de uma intervenção do Executivo na Polícia Federal, como troca de superintendente. Mas isso não aconteceu e foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que os resultados fossem avançados”, afirmou, no início de sua fala, depois de lamentar o episódio de hoje, em meio à pandemia.

Em seguida, ressaltou que houve queda em índices de criminalidade e da corrupção, atribuindo isso à sua atuação, no passado, no comando da Lava Jato, e no governo. “Mudou o patamar de combate à corrupção no Brasil”. Contou então novamente a história do convite de Bolsonaro para que integrasse a equipe.

“Final de 2018 recebi convite do então presidente da República eleito Jair Bolsonaro, como já falei publicamente várias vezes, e fui convidado a ser ministro da Justiça e da Segurança Pública. O que foi conversado com o presidente foi que nós teríamos um compromisso com o combate à corrupção, crime organizado e criminalidade violenta. Foi-me prometido carta branca para nomear todos os assessores desses órgãos e da própria Polícia Federal”, recordou.

Moro então passou a discorrer sobre a interferência de Bolsonaro no comando da PF. “Em todo esse período, tive apoio do presidente Jair Bolsonaro, em outros nem tanto. A partir do segundo semestre do ano passado, passou a haver uma insistência de trocar o comando da Polícia Federal”, relatou.

“Eu respondi que não tinha nenhum problema para trocar, mas disse que preciso de uma causa, como um erro grave. No entanto o que eu vi foi só um trabalho bem feito”, disse. “Não era também uma questão do nome. Tem outros bons nomes para assumir, outros delegados igualmente competentes”, explicou.

Para Moro, “o grande problema seria a violação do acordo de que eu teria carta branca, não haveria uma causa e mostraria uma interferência na Polícia Federal”. Segundo ele, houve também tentativas de troca de outros cargos na Polícia Federal “sem que fosse apresentada uma justificativa aceitável”.